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segunda-feira, 4 de maio de 2026

Hospital recusa atender mulher com maconha na vagina

2007-11-04 09:02:00

Elizabeth Aparecida da Silva Moreira, 41 anos, foi flagrada com droga na vagina quando visitava um preso do Presídio de Trânsito, em Campo Grande. Uma das cápsulas contendo maconha teve que ser retirada no hospital, procedimento que esbarrou em um parecer que concede o direito à instituição de não atender esse tipo de caso.

O caso aconteceu ontem, sábado, por volta das 10h20. Durante a revista, uma das cápsulas foi retirada da vagina de Elizabeth Moreira, mas a outra não saía. A mulher foi levada para a Santa Casa, onde o plantonista informou que não a atenderia, pois não se tratava de paciente e que há uma portaria em vigor que o amparava.

O delegado Fábio Sampaio e o plantonista do IML, Rubens Demirdjian, fizeram uma requisição para que a mulher fosse encaminhada novamente para Santa Casa. Depois do envio do documento, Elizabeth foi atendida no hospital.

A negativa do médico é conseqüência de um parecer emitido pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) em 2006, que havia sido questionado por um hospital se ‘mulas do tráfico’ poderiam ser classificadas como pacientes. A análise inicial era que as instituições não eram obrigadas a prestar o atendimento.


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