2007-10-24 18:17:00
Agentes da PF (Polícia Federal) coletarão amostras de leite para analisar se existem produtos adulterados comercializados em Mato Grosso do Sul e em todos os outros estados do Brasil. A investigação foi motivada pela operação Ouro Branco, feita segunda-feira (22/10), quando os policiais apreenderam embalagens de leite longa vida que continham substâncias usadas para aumentar o período de conservação dos produtos.
Segundo a assessoria de imprensa da PF de Brasília (DF), serão analisadas amostras de leite nas 92 cidades onde a instituição tem delegacias. No caso de Mato Grosso do Sul, os trabalhos serão feitos em Campo Grande, Três Lagoas, Ponta Porã, Naviraí, Dourados e Corumbá. A data para início das coletas em Mato Grosso do Sul ainda não foi definida, mas em outros Estados já começou.
Todo material coletado será analisado por técnicos do Laboratório do Mapa (Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento). Não há prazo para término da avaliação das amostras.
A assessoria da PF reforça que o objetivo é identificar se existe leite adulterado e os fornecedores do produto. Na segunda-feira (22/12), os Ministérios Públicos Federal e Estadual de Passos e Uberaba, municípios de Minas Gerais, deflagraram a operação para combater crimes contra a saúde pública e relações de consumo cometidos pela Coopervale (Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande) e Casmil (Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro).
As cooperativas são acusadas de adicionar substâncias não permitidas ou permitidas, porém, além da dosagem máxima permitida, ao leite longa vida integral, o que o torna impróprio para consumo humano. O leite adulterado era revendido pelas cooperativas para empresas como Calu e Parmalat, entre outras, que comercializavam o leite em embalagens próprias em todo o País.












