2007-10-16 20:29:00
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse hoje à tarde, durante reunião no BNDES, que a fase de preços baixos do petróleo terminou. Ontem, o preço do barril alcançou o nível recorde de US$ 86, hoje, j á bateu a barreira dos US$ 88.
Apesar disso, Gabrielli disse que a alta no mercado externo não justifica, pelo menos por enquanto, reajustes internos. A estatal não reajusta os preços da gasolina desde 2005. Segundo o presidente da Petrobras, a alta da moeda brasileira frente ao dólar permite que o país se proteja dos preços altos do barril.
– O valor do real ajuda a compensar a diferença de preços .
Mas segundo Gabrielli, a era das cotações reduzidas "que deram origem à vida atual, à globalização e ao crescimento das indústrias" acabou.
– Esta fase está terminando. Vamos conviver com preços elevados e temos que encontrar alternativas (de combustíveis) mais viáveis – afirmou o presidente da estatal, durante evento sobre biocombustíveis na sede do banco de fomento.
Ainda segundo o executivo, tanto no Brasil quanto no exterior a capacidade de refino está no limite, o que faz com que não haja muita diferença entre os preços do petróleo leve e o pesado e, por isso, não aponta para a queda das cotações. Gabrielli citou também questões geopolíticas como determinantes para a disparada dos preços do combustível:
– Existe uma instabilidade política. O clima e a perspectiva para a indústria do petróleo é de instabilidade e preços altos – frisou o presidente da Petrobras, ao ressaltar que está falando de um cenário de longo prazo.
Gabrielli lembrou que, atualmente, apenas cerca de 30% das reservas descobertas de petróleo estão disponíveis para exploração e o restante está localizado em áreas de risco, o que facilita a pressão sobre os preços.











