2007-10-06 17:39:00
A falta de informações sobre o saque mensal do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) levou poucos aposentados que ainda trabalham a buscar o benefício. Em agosto, apenas 159.296 beneficiários realizaram a retirada do dinheiro, de um total de 6,6 milhões com direito a esse recebimento em todo o país. Quem estiver nessa situação pode fazer o resgate nas agências da Caixa Econômica Federal, com a Carteira de Trabalho, ou eletronicamente pelo Cartão do Cidadão oferecido pelo banco.
Apesar da baixa adesão, o número de aposentados que buscam o saque mensal vem aumentando gradativamente. Balanço divulgado pela Caixa apontou que a quantidade de saques aumentou 15,6% em agosto, na comparação com o mês anterior. No mês de julho, houve 137.798 retiradas nas unidades da instituição.
Para sacar o fundo na boca do caixa, o aposentado precisa apresentar a Carteira de Trabalho para comprovar o vínculo com a empresa e a data de aposentadoria. A pessoa pode optar ainda pelo uso do Cartão do Cidadão no atendimento eletrônico e nas casas lotéricas.
O resgate por mês só é possível graças a uma liberação estipulada pelo banco, que é responsável pelo pagamento do FGTS aos trabalhadores. Em vigor desde março, a mudança foi feita para se adaptar a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em outubro do ano passado, o STF decidiu que a aposentadoria não extingue o contrato de trabalho. Assim, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) cancelou a Orientação Jurisprudencial 177, que determinava o término do vínculo, esclareceu Maria Henriqueta Arantes Ferreira Alves, representante do Grupo de Apoio Permanente do Conselho Curador do FGTS.
Empresas não informam – Para o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical, João Batista Inocentini, a pouca procura acontece porque as empresas não orientam os aposentados em atividade sobre o direito. Outro motivo, segundo ele, é porque muitos beneficiários não sabem como aplicar o dinheiro.
– Por isso, eles preferem manter o FGTS na conta como uma reserva, apesar do rendimento ser bem baixo – justificou Inocentini.
A correção do FGTS é uma das menores existentes no mercado, de 3% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR). O índice fica abaixo até da caderneta de poupança, que fica com 6% anuais e a TR.










