2007-09-22 17:20:00
O horário de verão começa a vigorar à 0h do domingo 14 de outubro, quando os relógios deverão ser adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. A mudança termina à meia-noite do sábado 16 de fevereiro.
Com a iniciativa, o Operador Nacional do Sistema (ONS) espera uma redução de cerca de 5% da energia consumida no horário de pico da demanda, o que significa 2 mil megawatts (MW). Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a expectativa é reduzir 1.745 MW, o que equivale ao dobro da carga de consumo de pico de Brasília. Na Região Sul, deverá ser da ordem de 522 MW, o triplo da carga de pico da cidade de Florianópolis.
Em Minas, a implementação do horário de verão deverá representar uma diminuição da demanda diária no horário de pico de 240 MW, o que representa 3,2% da carga máxima diária da Ceming (Companhia Energética de Minas Gerais).
A redução é igual à energia produzida por quatro geradores de Três Marias, a plena carga. O horário de pico equivale ao período de maior carregamento do sistema, que vai das 17h às 22h. De acordo com o engenheiro de operação do sistema da estatal, Wilson Fernandes Lage, a maior vantagem da redução da demanda nessa faixa de horário é aumentar a confiabilidade do serviço.
Por outro lado, a economia originada pela mudança de horário é pequena. Na Cemig, durante todo o horário de verão, representa entre 0,3% e 0,5% da demanda normal, ou cerca de 32 MW médios. Durante os 126 dias de funcionamento do horário de verão, são economizados 96,7 mil MW por hora, o que daria para abastecer Sete Lagoas e Uberaba, juntas, por 30 dias. “Economizar energia é o mesmo que guardar a água dos reservatórios para utilizá-la em períodos de seca prolongada”, explica Lage.
De acordo com o Ministério das Minas e Energia, nessa época a demanda aumenta muito por causa do calor e do crescimento da produção industrial para o Natal. No período em que o horário de verão é adotado, os dias têm duração maior por causa da posição da Terra em relação ao Sol. Com o maior aproveitamento da luminosidade natural, o governo espera reduzir o consumo de energia elétrica.
O horário de verão foi adotado pela primeira vez no Brasil em 1931, com duração de cinco meses. Até 1967 a mudança no horário foi decretada nove vezes. Desde 1985, no entanto, a medida vem sendo adotada sem interrupções, com diferenças apenas nos estados atingidos e no período de duração. No ano passado, a medida começou em 5 de novembro e teve duração de 112 dias.









