2007-09-09 15:27:00
O magnata russo Boris Berezovski era o grande financiador da parceira entre o Corinthians e a MSI, segundo reportagem da edição deste domingo (9) do jornal “Folha de S.Paulo”. De acordo com um relatório da Polícia Federal feito com base em gravações telefônicas, o iraniano Kia Joorabchian era uma espécie de “laranja” de Berezovski.
As gravações também mostram atletas negociando para receber dinheiro fora do país, cartolas do Corinthians tentando subornar um fiscal da Receita Federal, as brigas entre os executivos do time paulista e da MSI e até a tentativa de trazer o milionário russo para o Brasil, com o apoio do Palácio do Planalto.
A operação da PF foi batizada como “Perestroika”, palavra russa que significa “reestruturação”.
As gravações também falam do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dirigentes do Corinthians. Segundo a reportagem, eles teriam pedido apoio da Presidência para que o milionário russo pudesse vir morar no Brasil.
Parte das escutas já haviam sido reveladas no início de julho. No dia 12 do mês passado, a Justiça Federal determinou a prisão de Berezovsky e dos iranianos Kia Joorabchian e Nojan Bedroud, seus representantes no Brasil.
O juiz Fausto Martins de Sanctis, da 6ª Vara da Justiça Federal de São Paulo, aceitou denúncia do Ministério Público Federal que aponta que a parceria da MSI com o Corinthians foi utilizada para lavagem de dinheiro.
Apreensão– No último dia 12, policiais do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) apreenderam papéis e computadores com registros contábeis do clube, na investigação de superfaturamento, emissão de notas frias e falsa prestação de serviços envolvendo a gestão do Corinthians entre os anos de 2000 e 2005.
Os promotores calculam que as transações irregulares tenham provocado prejuízo de mais de R$ 500 mil. Os principais suspeitos de desvio de dinheiro são o presidente Alberto Dualib, o vice Nesi Curi – que pediram afastamento do clube -, e Kia Joorabchian, que deixou o país e atualmente reside na Inglaterra. O MP investiga há nove meses a relação entre o Corinthians e uma empresa suspeita de vender notas fiscais frias ao clube.












