2007-08-29 16:54:00
Os membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Enersul fazem a última reunião, às 19h desta quarta-feira (29), antes de formalizar o acordo para redução da conta de energia elétrica com a empresa concessionária. O encontro de hoje será na Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul).
No encontro deverão ser discutidos os termos do acordo de redução para o setor industrial. A CPI concordou com a proposta da empresa de redução em 5% para os consumidores de alta tensão (indústria), desde que as unidades acatem o padrão de interruptibilidade no fornecimento de energia elétrica.
Já com relação aos consumidores residenciais, amanhã (30) a comissão e a Enersul devem chegar a acordo sobre o percentual de redução. A CPI contra-propôs 5% também para os residenciais à proposta da empresa de redução em 1,5%. No último dia 24 de agosto, a concessionária respondeu à contra-proposta com o percentual de 3,014%. Ainda assim não houve acordo e os membros da CPI pediram a ampliação do percentual de redução para 3,46%. O percentual é equivalente à média de reajuste autorizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) no último dia 8 de abril.
Logo após a reunião do dia 24, o diretor de regulação da empresa, José Simões Neto, descartou a possibilidade de a empresa ampliar o percentual de redução.
Além da redução, a Enersul deverá apresentar na reunião de amanhã a resposta aos demais itens reivindicados pela comissão. Um dos deles pede a ampliação do período de depósito dos recursos recebidos pela Enersul em conta bancária em Mato Grosso do Sul. A proposta é de que os recursos permaneçam sete dias no Estado, o que ampliaria o limite de Mato Grosso do Sul para financiamento junto aos bancos estatais para implementação de programas sociais.
Atualmente, os recursos ficam um dia. Outro item foi a formulação de pedido à empresa de doação à AEMS (Agência Estadual de Metrologia de Mato Grosso do Sul) de um caminhão com bancada de aferição de medidores com capacidade para 20 aferições simultâneas. O relator da comissão, Marquinhos Trad (PMDB), disse que a comissão vai buscar, além do acordo com a empresa, outros meios de reduzir a conta, como a redução de tributos, encargos e taxas federais, estaduais e municipais.
Ao fechar o acordo, Simões Neto pediu um prazo de até quatro dias para implementação da redução, portanto, pelo menos os clientes residenciais deverão pagar menos pelo consumo já em setembro.











