2007-08-27 16:31:00
O narcotráfico é uma das principais atividades a movimentar a economia na região de fronteira com a Bolívia, segundo reportagem publicada pelo jornal carioca O Dia. A matéria revela que os traficantes de cocaína usam atividades comerciais legais da fronteira para lavar dinheiro obtido com o crime e ainda geram empregos nas cidades.
Um exemplo citado pelo jornal é Luiz Carlos da Rocha, narcotraficante conhecido como Cabeça Branca. Dono de 16 fazendas e só em três delas tem 10 mil cabeças de gado e emprega 120 pessoas.
Outro caso citado é de Odacir Antônio Dametto. O jornal apurou que o traficante tem um patrimônio (em seu nome e de laranjas) superior aos US$ 500 milhões e mais de cinco mil empregados. Só uma de suas indústrias, instalada na cidade de Aral Moreira, fronteira com o Paraguai, sustenta 200 famílias. O jornal diz ainda que em Corumbá um traficante movimenta a geração de empregos através de supermercados de sua propriedade.
Rota – A reportagem do jornal carioca sustenta que a cocaína que chega ao Rio de Janeiro é produzida e refinada na Bolívia e uma de suas rotas passa pela cidade de Miranda, para onde é trazida de avião. Da cidade, que fica a 212 quilômetros de Campo Grande, a droga é trazida para Capital em grandes carregamentos, e daqui levados para o Rio de Janeiro.
A reportagem do site Campo Grande News apurou que os carregamentos de cocaína chegam até Mato Grosso do Sul por via terrestre. São depositados em áreas rurais de cidades pequenas como Rio Verde, Coxim e Rio Negro e são trazidas para Campo Grande em estradas vicinais ou até mesmo nas mais fiscalizadas pelo chamado tráfico “formiguinha”. Campo Grande seria um grande entreposto da droga, assim como Dourados e Três Lagoas.
O jornal cita ainda que a cocaína é mandada para os grandes centros pela hidrovia do rio Paraguai, em embalagens presas em embarcações com soja. Pessoas ouvidas pelo Campo Grande News não descartam essa nova rota de tráfico, mas a consideram pouco provável, já que teria que envolver um grande número de pessoas envolvidas, como dono de embarcações, trabalhadores de portos, entre outros. Além disso, a hidrovia é rota de transporte de minérios. A soja segue por caminhões até os portos de Santos e Paranaguá.









