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sábado, 25 de abril de 2026

Era o cão ou eu diz vizinho que salvou menina de rottweiler

2007-08-14 21:39:00

    O vizinho que salvou Taíssa Silva de Paula, de 3 anos, atacada por um cão da raça rottweiler em São Leopoldo (RS), no domingo (5), contou ao G1 que lutou por cerca de 30 minutos com o animal antes de matá-lo. Ao ouvir os gritos, o militar Jonas Alves da Silveira, de 22 anos, pulou o muro da casa em frente para tirar a criança da boca do animal.

   “Abri a mandíbula do cachorro para livrar a menina, que estava presa pela nuca. Depois, eu fiquei segurando por 30 minutos enquanto ele tentava me morder, até que os vizinhos me alcançaram a faca”, afirma Silveira. “Era o cão ou eu.”

   Silveira explicou que não sentiu medo quando se aproximou do animal. “Na hora, eu não pensei em mim, estava preocupado com a garotinha. Foi uma cena muito chocante”, diz. “A gente tem que se colocar no lugar do outro. E se fosse minha filha, minha irmã?”

   Vizinho da família há dois anos, Silveira disse que sempre via a menina brincando no quintal, mas nunca pensou que fosse salvar a vida dela um dia. “O pai dela foi à minha casa e me agradeceu muito. Quero fazer uma visita para ela no hospital”, afirma.
 
   Casa de bonecas Internada no Hospital Centenário e submetida a um procedimento cirúrgico na cabeça, onde estão concentrados os ferimentos, Taíssa permanece na UTI e seu estado de saúde é estável, segundo o tio da menina, Alfeu Antonio Rosa Paula.

“Ela já está consciente e lúcida. Já se alimenta e brinca com a família”, diz. “Ainda não sabemos quando ela deixa a UTI e vai para o quarto, mas já está se recuperando muito bem”, afirma o tio. Segundo ele, os médicos disseram que a criança não terá nenhum dano neurológico por causa da mordida, que foi na nuca.

Depois do susto, Paulo afirma que a família está mais tranqüila e planeja uma surpresa para a volta da menina. “Vamos demolir o canil para colocar no lugar uma casinha de bonecas. É uma forma da Taíssa se sentir acolhida e superar o trauma”, afirma. “Nossa intenção é transformar o lugar para que ela não se lembre do ataque.”

O tio de Taíssa afirmou que o cão não era violento e nunca tinha atacado antes.

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