2007-08-09 06:03:37
Está sendo colhida a produção de 50 mil pés de tomate, plantados em uma área de quatro hectares, na propriedade do engenheiro-agrônomo José Carlos Lunardi, em Mundo Novo, juntamente com mais dois produtores arrendatários. A estimativa é de que haja o recolhimento de 15 mil caixas, que serão comercializadas para ser revendida no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Lunardi disse que com 23 quilos por caixa, e com preços oscilando entre R$ 10 e R$ 12, valor bem abaixo do esperado e do necessário. Todo o investimento foi custeado com recursos próprios e foi da ordem de R$ 150 mil.
O ideal seria obter preço de R$ 18 para absorver os custos de produção (preparo do solo, moderno sistema de irrigação, adubação, mão-de-obra, ampla utilização de insumos, trato fitossanitário e até fumigação noturna para diminuir os riscos de geada na lavoura durante o mês de maio).
ADVERSIDADES- Segundo o produtor José Carlos Lunardi, o preço sofreu uma queda brusca por diversas razões, principalmente climáticas, pois em maio, em Mundo Novo, houve ocorrência de um frio extemporâneo (fora de época), inclusive com geadas, o que atrasou o ciclo da cultura e o crescimento dos frutos.
Em seguida junho, aconteceu outra situação climática inesperada e desfavorável – o calor intenso, um calor intenso, o que fez com que o tomate de várias regiões tivessem amadurecimento rápido, saturando o mercado e provocando a queda da cotação do produto, colocando em risco a lucratividade.
Lunardi afirma que já colheu 30% da safra e se os preços não tiverem uma melhora acentuada, o risco de empate investimento/faturamento é grande.
MÃO-DE-OBRA- Para fazer o cultivo do tomate há geração permanente de emprego para do preparo do solo, passando pelo plantio, cuidados diários, irrigação, adubação periódica, tratos culturais (como desbrota e raleio de frutos), colheita, separação dos frutos e carregamento.
Na área de quatro hectares foram empregadas 20 pessoas, que trabalham em tempo integral. Segundo o produtor José Carlos Lunardi, o período de geração de emprego do início ao fim da safra será de 140 dias, com os operários recebendo R$ 20 por dia de serviço.











