2007-08-09 15:59:37
Decisão de hoje do TJ (Tribunal de Justiça) de Mato Grosso do Sul negou pedido de habeas corpus da defesa do ex-prefeito de Coronel Sapucaia, Eurico Mariano, para que fosse adiado, pela terceira vez, o julgamento como mandante do assassinato do radialista Samuel Román, ocorrido em abril de 2003. A sessão para julgamento pelo júri popular está marcada para esta sexta-feira, a partir das 8h.
No pedido de novo adiamento, o advogado de Mariano, Ricardo Trad, alegou que o cliente vem sofrendo constrangimento ilegal, em razão de uma fita anexada ao processo, considerada uma das peças-chaves da acusação, por conter declarações de um dos co-réus, Cleiton Andrade Segóvia, confirmando que o ex-prefeito de fato encomendou o crime.
Negativa – Na decisão que negou a liminar suspendendo o julgamento o desembargador Claudionor Abss Duarte não avaliou o argumento da defesa de que a prova seria ilegal, e manteve o julgamento alegando que adiar a sessão mais uma vez “causaria grande tumulto na ordem pública e processual”. O magistrado afirma ainda que não atenderia o pedido da defesa porque foi feito “no dia anterior à data agendada, quando a defesa já tinha ciência da suposta nulidade há mais de dois meses”.
A fita em questão também foi o motivo do adiamento do julgamento marcado para o dia primeiro de junho deste ano. Na época, o adiamento foi aceito pelo tribunal porque não havia sido anexada ao processo a degravação da fita com as afirmações de Cleiton Segóvia incriminando Eurico Mariano.
Antes, em abril, o pedido de adiamento havia sido feito pela acusação, sob a justificativa de que faltava uma testemunha importante para o processo, Ernesta Rolon Mendonza. Agora, o promotor responsável pelo caso, Ricardo Rotunno, considera que não há mais porque haver adiamentos. Para ele, há provas suficientes para condenar Eurico Mariano, que teria encomendado a morte do radialista para, nas palavras do promotor, “calar o jornalista”. Mariano é alvo de inúmeros processos na justiça, dois deles por tentativa de homicídio, um por lavagem de dinheiro, na Justiça Federal, na mesma ação em que é processado o traficante carioca Luis Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.
Réus mortos – Dez pessoas foram denunciadas pelo crime, em 2003, a maioria cidadãos paraguaios. Dos réus, pelo menos quatro foram assassinados- três em 2005 e um este ano.
A Polícia Militar já preparou um esquema especial para fazer a segurança no local onde os jurados vão decidir se o ex-prefeito é culpado ou não. Foram destacados 4 policiais militares para ficar no local. Além disso, quatro equipes motorizadas, que normalmente fazem o policiamento da cidade, vão ficar de sobreaviso.










