22 C
Amambai
quinta-feira, 23 de abril de 2026

Naviraí:Serão domingo as provas do concurso da Câmara

2007-08-01 06:33:00

Serão realizadas no próximo domingo as provas do concurso público de provimento de cargos da Câmara Municipal de Naviraí. Serão mais de 1,28 mil candidatos concorrendo as 19 vagas. Abertas para seis cargos diferentes.

O presidente da Comissão Organizadora do Concurso, Sidnei Vieira do Carmo, disse que a procura surpreendeu e que as provas serão realizadas nas salas das escolas Presidente Médici, Juraci Alves Cardoso e na unidade da Universidade Estadual e Mato Grosso do Sul, entre 8h e 11h.

O concurso atrai inscrições de lugares distantes como Erechim-RS e diversas localidades do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, que preencheram formulários e fizeram suas inscrições, com o auxílio da Internet (rede mundial de computadores).

Os candidatos concorrem por trabalho que tem remuneração salarial que varia entre R$ 600 a R$ 1,3 mil, após pagarem a taxa de inscrição para de R$ 50 para cargos que exigem o nível médio, R$ 40 para nível fundamental completo e R$ 30 para cargos em que os concorrentes tem apenas o nível fundamental incompleto.

As vagas oferecidas para o concurso são seis para assistente administrativo (sendo obrigatório o ensino médio, salário de R$ 1,3 mil), duas vagas para motoristas, duas recepcionista, quatro telefonistas, três auxiliar de serviços diversos (exigência do ensino fundamental concluído, com R$ 750 de salário para motorista e R$ 700 para os outros três cargos com exigência da mesma escolaridade) e três vagas para auxiliar de serviços diversos e duas vagas para vigia (admite-se ensino fundamental incompleto, salário de R$ 600).

A ação promovida pelos promotores Nicolau Bacarji Júnior e Tiago Di Giulio Freire contou com a efetiva colaboração da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e da Polícia Civil.

Juiz da 2ª Vara de Miranda deferiu ontem (29) a prorrogação da prisão de todos os envolvidos, conforme pleiteada pelo MPE na noite de segunda-feira (27).

Com o término das investigações, o MPE concluiu que no início de 2007, em Miranda, os denunciados associaram-se para a prática de crimes ambientais no Assentamento Bandeirantes, utilizando-se, para tanto, dos funcionários e maquinários pertencentes à administração municipal.

João Vieira, proprietário de um lote no assentamento, e seus irmãos Antônio e José, associaram-se com alguns assentados, também proprietários de lotes naquele lugar, para de forma contínua e reiterada, segundo o MPE, extraírem, transportarem, utilizarem em benefício próprio e comercializarem madeira de lei, tais como angico, ipê, peroba e aroeira (espécime ameaçada de extinção), tudo sem autorização do órgão ambiental competente.

Na condição de secretário de Agricultura, José Vieira, aproveitando que o maquinário e o pessoal da referida pasta estavam realizando serviços nos lotes do Assentamento Bandeirantes, teria determinado que toda a estrutura fosse desviada em benefício dele e de seus irmãos.

Os maquinários teriam sido usados para a extração e o transporte da madeira e o “serviço” realizado pelos funcionários públicos, sendo que o armazenamento acontecia, ora na propriedade de João Vieira, ora no galpão da Secretaria de Agricultura, indica o MPE.

Os irmãos Vieira eram auxiliados pelo sargento Joceni, encarregado de dar destino (negociava e/ou intermediava) para grande parte da madeira ilegal, o que fazia aproveitando-se da condição de sargento da PM para coibir fiscalizações ambientais. A quadrilha ainda contava com o apoio de um assessor especial da Câmara dos Vereadores, denuncia o Ministério Público.

Leia também

Edição Digital

Jornal A Gazeta – Edição de 23 de abril de 2026

Clique aqui para acessar a edição digital do Jornal...

Enquete