2007-07-30 09:29:37
Vilson Nascimento
Uma comissão formada por oito lideranças indígenas representando 22 aldeias da região de fronteira entre Brasil e Paraguai no sul do Estado em Mato Grosso do Sul está se deslocando nesse momento para a capital do Estado, Campo Grande, onde, segundo os lideres guarani-kaiowá e guarani-ñhadeva, terão uma reunião com o Governador do Estado André Puccinelli às 11h da manhã.
Os lideres indígenas vão pedir ao Governador, a intervenção junto ao Governo Federal para trazer de volta a Administração Regional da Funai para Amambai, unidade extinta em maio desse ano com a criação da Administração Regional para o Conesul na cidade de Dourados.
Segundo as lideranças indígenas as 22 aldeias atendidas pela extinta Administração estão sem atendimento e passando por necessidades, já que, segundo eles, a recém criada Administração para o Conesul existe apenas no papel e até agora, em mais de 70 dias de existência, não teria movido uma palha para atender as comunidades indígenas da região.
Na semana passada os lideres indígenas chegaram a emitir uma nota anunciando para essa segunda-feira (30) o bloqueio de vários trechos de rodovias na região como forma de protesto, mas no final de semana, após reuniões entre as lideranças, os chefes de comunidade decidiram tentar, mais uma vez, o caminho diplomático para solucionar o problema e tentar reaver a Administração Regional para Amambai, que segundo as lideranças de aldeias, está situada em local estratégico e centralizada para atender a todas as aldeias da faixa de fronteira.
O problema da Administração Regional da Funai em Amambai já se arrasta por mais de 70 dias e nesse período a Fundação Nacional do Índio, órgão federal responsável pela tutela dos povos indígenas do País, deixou sem assistência mais de 24 mil índios em toda a região de fronteira no sul do Estado.
Comissões formadas por lideranças indígenas da região já estiveram por duas vezes na sede da Funai em Brasília e até chegaram a colher a assinatura em uma ata, do presidente nacional da Funai, Márcio Augusto Meire, onde Meire garantia em duas semanas o retorno da Administração Regional hora extinta, a Amambai, mas a promessa não foi cumprida.












