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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Lions:Remuneração de Ongs prejudica trabalho voluntário

2007-07-29 02:26:37

“Está cada vez mais difícil conseguir pessoas para fazer trabalhos voluntários, por causa da concorrência que as entidades de classe vêm tendo das organizações não-governamentais (Ongs), que têm recebido milhões em recursos do governo e do exterior, enquanto nós temos de pagar para trabalhar”, afirmou na noite desta quinta-feira o novo presidente do Lions Clube de Ponta Porã, Dr. Waldemir de Andrade.

É a terceira vez que o CL Waldemir de Andrade, ao lado da esposa Marizete, preside o Lions Clube da fronteira em 27 dos 50 anos de existências que o clube vai completar. “Devo confessar que em nenhum momento me sinto só, pois tenho sempre os companheiros do Lions nas jornadas, das quais, hoje iniciamos mais uma”, afirmou o presidente.

Andrade assumiu com sua diretoria para um ano de mandato (Ano Leonístico 2007-2008), disse esperar que esta não seja a última tarefa que terá a cumprir, leu a declaração de missão dos sócios e falou das dificuldades enfrentadas pelas entidades de classe sem fins lucrativos, que realizam trabalhos sociais no país, destacando os motivos que têm provocado a evasão de sócios.

“Aqui, o Leões (título dado aos sócios do clube) pagam para trabalhar, para cumprir nosso lema que é ‘servir’, mas os problemas sociais do país e a injeção de recursos em Ongs pelo Brasil afora tem desmotivado nossos sócios”, lamentou. Andrade citou reportagem da revista IstoÉ, que aponta que as organizações não-governamentais brasileiras receberam no ano passado R$ 12 bilhões em recursos do governo federal.

“Dificilmente encontramos alguém que queira pagar para trabalhar, cumprir realmente uma missão filantrópica, enquanto estas organizações desconhecidas levam bilhões do governo sem a preocupação de prestarem contas da forma como utilizou este dinheiro”, argumentou o presidente. Mas Waldemir de Andrade reconhece que a missão do Lions Clube vai continuar existindo por muito tempo.

“Temos muito trabalho pela frente, mesmo porque no Brasil ainda temos cerca de 50 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de miséria e é para estas famílias que podemos fazer a diferença”, assegurou. Waldemir de Andrade prometeu manter as parcerias com entidades públicas, como a Câmara Municipal (citou emendas dos vereadores), que segundo ele “deu ânimo ao clube”.



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