2007-07-27 10:44:37
Falta de pudor
Será que existe alguém com um mínimo de bom senso que acredita naquele amontoado de incompetentes a que chamamos governo? Não acredito. Nunca antes na historia “dessepaiz” houve tanta incompetência, tanta mentira e, pior, tanto escárnio pelo povo. Aquele mesmo povo que o presidente diz querer proteger. São tantos os descalabros que não temos a menor noção de como “essepaiz” estará ao fim desses desgraçados oitos anos de governo petista. Mas temos uma certeza: estará muito pior do que antes. O estado aparelhado pelos camaradas e pela camarilha nunca foi tão ineficiente e negligente. Nada funciona. Se os serviços públicos já não eram um exemplo antes da administração petista, agora sim, ela atingiu o ápice da ineficiência.
Os apagões aéreos e os acidentes dão uma demonstração do quanto esse país, que chamamos Brasil e que na realidade deveria se chamar “Banânia”, não tem comando, as autoridades em todos os níveis são frouxas e chega ao paroxismo com um fantoche que infelizmente colocamos no posto mais alto da República. Um torneiro mecânico (nada contra esses profissionais) pusilânime travestido de estadista de almanaque não pode ser o maior mandatário de uma nação e influir negativamente, como está acontecendo, na vida de 190 milhões de pessoas.
O terrível acidente com o avião da TAM na semana passada deixou ainda mais evidente a falta de preparo desse bando que tomou de assalto o país. Ora, dirão alguns puxa-sacos, o governo não tem culpa nenhuma no acidente. Ora, diremos nós os indignados, o governo tem culpa por tudo o que acontece no país. Nesse acidente, isso mais evidente ainda quando se sabe que o órgão que gerencia os aeroportos está infestado de corruptos. Tanto é verdade que o próprio governo tentou abortar a “CPI do Apagão Aéreo” com receio de que se investigasse a suas obras faraônicas, inócuas em termos de segurança e superfaturadas comandadas por um petista, o hoje deputado federal Carlos Wilson.
A covardia dos governantes é tamanha que o presidente da República apareceu em público somente três dias depois da tragédia, para num discurso pífio de pouco mais de cinco minutos anunciar tardiamente medidas para o setor aeronáutico, que como todos nós sabemos, jamais serão implantadas, tal o descrédito no governo. Me pergunto o que os familiares dos cerca de 200 mortos no acidente com o Aerobus estão sentindo em relação a essa gente que se instalou nos confortáveis gabinetes de Brasília e assiste impassível o Brasil se desintegrar como sociedade organizada, sem respeito algum pelos cidadão que tentam dar algum sentido à palavra civilidade.
Civilidade que já havia faltado à ministra do Turismo, a distintíssima senhora Marta Suplicy que num rasgo de extrema sinceridade e demonstração do seu caráter, deu um singelo conselho à população: “relaxa e goza”. Ótimo, não?. Ou o ministro da Fazenda que para minimizar a crise e valorizar os “feitos” do governo, pespegou “É a prosperidade do país: mais gente viajando, mais aviões, mais rotas”. E aquele paspalho no Palácio do Planalto sequer chama a atenção desses falastrões que fazem pouco de gente que produz, gera riquezas, cria empregos e paga impostos para que o governo mantenha e expanda o “Bolsa Esmola”, um programa ridículo de assistencialismo terceiro-mundista com o intuito de angariar os votos dos menos esclarecidos para tentar perpetuar-se no poder.
Quem acreditou que as palavras dos ministros eram o máximo da grosseria oficial, não perdeu por esperar. Na noite de quinta-feira passada, ao ouvir no Jornal Nacional da tevê Globo a notícia de que poderia ter havido falha mecânica no reverso do Aerobus da TAM que se espatifou em Congonhas dois dias antes, o “Aspone” ou assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia e seu educadíssimo assessor de imprensa, um certo Bruno Gaspar, deram uma demonstração da ignomínia dos que atualmente detêm o poder. Foram flagrados por uma câmara fazendo gestos obscenos, chulos mesmo, para comemorar uma notícia que não isenta o governo das suas culpas e ainda por cima escarneceram das famílias que àquela altura estavam desesperadas com a perda de seus entes queridos e de todos os brasileiros que compungidos se uniam à dor e sofrimento daquelas pessoas.
E o quê o “nosso guia” fez com essas duas bestas? Nada. Continuam no Palácio do Planalto como se nada tivesse acontecido. E assim, nós os otários, continuamos a destilar nosso nacionalismo e cantar o Hino Nacional nas vitórias do Pan, na esperança de que pelo menos as vaias tenham trazido essa quadrilha de volta à realidade.
Tenho certeza que os petistas da nossa região se sentiram envergonhados com tudo o que aconteceu.











