2007-07-25 14:11:37
Vestindo um colete à prova de bala da Polícia Federal sobre o uniforme azul da penitenciária de Catanduva (PR), o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi levado rapidamente do avião da PF para um veículo de escolta. O desembarque ocorreu às 13h15.
Beira-Mar foi levado para a Penitenciária Federal de Campo Grande sob um forte esquema de segurança que envolveu quase uma centena de homens – incluindo 50 militares da Aeronáutica. No percurso de quinze quilômetros entre a Base Aérea e o presídio, o grupo de escolta evitou os bairros da zona leste da Capital, seguindo pela avenida Duque de Caxias até o trevo da saída para Aquidauana, tomando o anel viário.
O traficante chegou a Campo Grande por determinação da Justiça Federal do Paraná. Ele já estava na Penitenciária Federal de Catanduva desde o dia 19 de julho de 2006 – o prazo-limite para a permanência de detentos em cada presídio federal é de um ano. Outro justificativa para a vinda do criminoso para Campo Grande é o fato de ele responder a processo na Justiça Federal de Mato Grosso do Sul, por lavagem de dinheiro.
No mesmo vôo entre Foz do Iguaçu (PR) e Campo Grande, também foi trazido o assaltante de bancos Mauri Siqueira, 31, que responde a processo em Cuiabá. Segundo informação da Penitenciária Federal de Catanduvas, Siqueira foi transferido por questões administrativas. Com os dois novos "hóspedes", sobe para 58 o número de presos na unidade penal de Campo Grande.
Considerado um dos maiores negociantes de drogas do Brasil, Beira-Mar tem 40 anos e foi preso em 2001 por militares em uma zona controlada pela guerrilha na Colômbia.Desde que foi entregue pelas autoridades colombianas, Beira-Mar já foi transferido 11 vezes. Antes de ir para Catanduvas, ele esteve sob a custódia da Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
O traficante tem sido considerado um preso indesejado nos por onde passou. Hoje o governador André Puccinelli (PMDB) criticou a transferência. Segundo ele, o governo tentará mandar Beira-Mar para o Rio de Janeiro seu Estado de origem. “Tentaremos ‘repatriá-lo’ o quanto antes”, disse o governador.











