2007-07-23 20:19:37
O delegado Antônio Carlos Barbosa, titular do 27º Distrito Policial (Campo Belo), na zona sul de São Paulo, e responsável pelas investigações da tragédia de Congonhas, disse, nesta segunda-feira, que um inquérito "extremamente complexo" como o do acidente envolvendo a aeronave da TAM, deve levar pelo menos um ano para ser concluído. O acidente com o Airbus A320 ocorreu na última terça-feira, depois que a aeronave não conseguiu parar ao pousar na pista principal do aeroporto, se chocando contra um posto de combustíveis e um prédio da TAM Express. Barbosa convocou os peritos que atestaram a segurança da pista principal de Congonhas cerca de uma hora e 30 minutos antes do acidente para depor às 11h desta terça-feira. A averiguação da pista foi realizada depois que um piloto reclamou que o asfalto estava escorregadio. Como a lâmina de água na pista estava abaixo dos 3 mm, as operações de pouso e decolagem foram retomadas.
O delegado já ouviu 17 pessoas, entre vítimas, familiares de desaparecidos e proprietários de imóveis e veículos que sofreram danos com o acidente.
Ele explicou que foi requisitado aos distritos policiais da Grande São Paulo os boletins de desaparecimentos que poderiam estar relacionados com a tragédia, mas o único que confere com o local, o horário e o dia do acidente é o caso do taxista Thiago Domingos da Silva.
O fogo da explosão da aeronave derreteu o número do chassis do carro utilizado pela suposta vítima. O número do motor do veículo, no entanto, confere com número do carro guiado pelo taxista, aumentando os indícios de que ele é mais uma vítima do acidente.
Caso não for encontrado nenhum fragmento do corpo do taxista, o Ministério Público (MP) vai entrar com uma ação de morte presumida, visto que nesse caso (ausência do corpo) a morte só pode ser decretada pela Justiça depois de uma ação desse tipo.
O Corpo de Bombeiros encontrou documentos queimados de Patrícia Hauschild e de Marcelo Carlos Stelzer. O material já foi encaminhado para a perícia. Também foram encontrados os documentos de Arlene Colares, 46 anos, que estava no prédio no momento do acidente, mas conseguiu escapar com vida da tragédia. Ela vai depor nesta segunda-feira.
Um aparelho e uma bateria de telefone celular também foram encontrados no local do acidente e serão periciados.
O delegado Antônio Carlos Barbosa afirmou ainda que vai chamar os presidentes das associações de pilotos da TAM e da Gol para que eles deponham e confirmem a orientação de não pousar em Congonhas, em caso de pista molhada.











