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terça-feira, 28 de abril de 2026

Naviraí:Empresário quer debate sobre o transporte de lenha

2007-07-07 21:26:37

O empresário José Carlos de Moraes (Gordo) está pedindo o apoio da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, da Comarca de Naviraí, para que solicite para que organizem uma audiência pública, na Câmara Municipal de Naviraí. Ele já oficiou neste sentido ao Ibama, Secretaria do Meio-Ambiente (Sema) e Prefeitura de Naviraí (via Gerência de Meio-Ambiente e Gerência de Desenvolvimento Econômico).

Houve recente reunião no Horto Florestal, quando comunicou esta decisão ao gerente municipal do Meio-Ambiente – João do Carmo neves (Chocolate) e o chefe da Área de Preservação Ambiental (APA) das Várzeas e do Rio Paraná – Sandro Roberto da Silva Pereira.

José Carlos defende a idéia de se fazer um termo de ajustamento de conduta entre fazendeiros, lenhadores, transportadores, produtores rurais, indústrias e órgãos fiscalizadores. Ele acredita que multar só por multar, sem tratamento igual perante a lei, não ajuda em nada, em relação a preservação da natureza. Ele acredita que é melhor transformar esta lenha em carvão vegetal, o que gerar mais emprego e renda na região e ajuda os arrendatários e fazendeiros na mecanização de suas áreas. “Isto contribui para que haja a diminuição da marginalidade”, declarou.

O empresário disse que há muitos processos sobre transporte de material lenhoso e resíduo florestal, tomando o tempo da justiça, devido ao desmatamento ocorrido na região, nos últimos 20 anos. Ele questiona o tratamento diferenciado dado pelas autoridades para pequenos e médios empresários em relação aos industriais e grandes produtores, alegando que a lei é igual para todos.

Gordo disse que com a implantação do sistema DOF (Documento de Origem Florestal), muitas empresas não conseguiram se cadastrar, devido a alguma pendência, ficando impossibilitada de ser expedido o documento, via internet. Para evitar multas, os empresários não cadastrados estão preferindo o consumo de lenhas oriundas de reflorestamento, tais como eucalipto, pinus e grevilhas, que chega a ter custo de produção triplicado em relação ao custo da lenha nativa.

José Carlos Moraes alega que na região, as madeiras aptas para o corte, visando a transformação em lenha, estão se acabando, e está havendo a importação do Paraná e em alguns casos, há multinacionais trazendo material lenhoso de Santa Catarina.

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