22.8 C
Amambai
segunda-feira, 22 de junho de 2026

Amambai: 17º RCMec recebe soldados da missão ao Haiti

2007-06-06 16:26:00

Clesio Ribeiro


O 17 RCMec de Amambai recebeu na manhã de hoje (6), numa cerimônia oficial, os militares que participaram durante seis meses da operação de paz no Haiti. Familiares e amigos dos 31 militares que fizeram parte do Pelotão Haiti, assistiram a cerimônia. Além do comandante do 17 RCMec, Tenente Coronel Flávio Josmar Pelegio, estavam presentes o presidente da Câmara, vereador Osvaldo Machado Franco, o Coconho, e o vice-prefeito José Luiz Tobias, além dos secretários Francisco de Assis dos Santos (Serviços Urbanos) e Rosane Guazina, de Educação, e o comandande da Polícia Militar, Tenente Souza Lima.


O Pelotão Haiti saiu de Amambai no dia 5 de dezembro para cumprir missão de paz das Nações Unidas na capital haitiana, Porto Prince, onde, segundo o capitão do pelotão, 1º Tenente Pedro Augusto Da Cas Porto, vivem cerca de 3 milhões de habitantes. Lá o pelotão cumpriu a missão de paz juntamente com soldados de outros paises como Chile, França entre outros. Só de brasileiros, segundo o Tenente porto, haviam no país em torno de 2 mil oficiais do exército de várias graduações.


Na solenidade realizada na manhã desta quarta-feira, o Tenente Porto passou às mãos do Coronel Pelegio, o símbolo da missão que ficará exposto no 17 RCMec de Amambai, marcando essa importante missão oficial realizada. Em seu discurso, o Coronel Pelegio disse que todo o Regimento se orgulha da missão realizada que ajuda a projetar o nome do Exército Brasileiro e promover a paz naquele País. "É um orgulho para o nosso Regimento, seus familiares e amigos estão orgulhosos da experiência que viveram", disse.


Quando chegaram no Haiti, o pelotão do 17 RCMec de Amambai se fixou no Bairro Cite Soleil, um dos mais pobres e mais violentos da Capital do Haiti. Um dos motivos da instabilidade social no pais é a ausência do exército haitiano, que culminou com a perda de comando das principais instituições, levando o país ao caos social.


O Tenente Porto conta que já em fevereiro já havia acalmado a animosidade e a missão já alcançava o seu propósito. O trabalho do pelotão de Amambai era o de realizar patrulhamento e evitar o conflito entre as gangues. Algumas vezes foi preciso o uso de armas, mas dentro das regras determinadas pela ONU, sem causar nenhum incidente mais grave, conta Porto. Durante a operação, nenhum ferimento grave em soldados de Amambai foi registrado. "O nosso objetivo foi evitar o máximo o uso da força e tivemos êxito", avalia o tenente. A emoção com que familiares e amigos dos 31 militares os recepcionaram em Amambai foi marcante. O Tenente Porto, que é casado com a psicóloga Stela Porto, mora em Amambai há um ano e meio. Ele e a esposa não escondiam a emoção de se reencontrarem depois de seis meses. "Estou muito feliz, foi uma experiência marcante na vida de todos nós que estivemos nessa missão", disse.
O pelotão que compôs a missão no Haiti passará por um período de férias e depois voltarão as atividades normais no 17 RCMec. A missão de Paz no Haiti continua com a presença de outros soldados brasileiros.

Leia também

Edição Digital

Jornal A Gazeta – Edição de 22 de junho de 2026

Clique aqui para acessar a edição digital do Jornal...

Enquete