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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Reunião decidiu ações sanitárias na fronteira

2007-05-21 12:14:00

            Nos dias 10 e 11 de maio estiveram reunidos no parque de exposições de Pedro Juan Caballero no Paraguai diversos segmentos da cadeia produtiva da carne, para discutir as ações exigidas pelo OIE (Oficina Internacional de Epizoodiase ) para obtenção do status de área livre de febre aftosa nesta região.

            Participaram da reunião o Diretor presidente do SENACSA Dr.Hugo Corrales e o diretor de campo daquela entidade, bem como representante da Associação de criadores de gado daquele país, por parte do Brasil o MAPA estava representado pelo Dr. Jamil  e Dr. Nilton a SFA/MS estava representada pelo seu superintendente DR. Orlando Baez  além de outros técnico daquela superintendência, a Secretária de produção Dr. Tereza Cristina Corrêa da Costa e o Dr. Roberto Bacha estava representando o IAGRO, a classe produtora foi representada pelo presidente da FAMASUL Dr. Ademar Silva Júnior e por todos os presidentes dos sindicatos rurais que fazem fronteira com o Paraguai.

            Foram debatidos vários pontos relacionados às ações sanitárias, propostas para controle da aftosa nesta região, entre elas a unificação das datas das vacinações nos dois países, num primeiro momento houve uma aproximação das datas e ficando para um segundo momento a unificação definitiva das datas.

            Também foi definida a participação dos dois serviços oficiais ( SENACSA e IAGRO ) em todas as ações, quando um país realizar alguma atividade deverá informar a outra parte e dentro do possível acompanhar estas atividades.

            Na área de 15 quilômetrosque margeia a fronteira serão intensificadas a vigilância sobre os rebanhos, sendo definido que todos os animais deste cinturão deverão ser identificados com brincos com numeração e cores diferente entre os dois países, que serão aplicado pelo próprio pecuaristas e em assentamentos e auditados pelos técnicos oficiais, em  aldeias e periferia aplicado por conta do serviço oficial.

            Segundo exigência da OIE será feita vacinação acompanhada de todos os bovinos nesta faixa de 15 kmde cada lado da linha divisória entre os dois países, o trânsito de animais será controlado com embarques acompanhados e os animais que saírem desta região deverão passar por exames sorológicos para assegurar que não são reagentes para febre aftosa, esta última medida, não obteve consenso entre os técnico e a classe produtora, que julga a medida excessiva e discriminatória, visto que, os animais da zona de alta vigilância sofreriam uma redução de seu valor comercial em decorrência desta medida.

            No dia 14 último, ocorreu na sede da FAMASUL, uma reunião com os presidentes dos sindicatos dos municípios envolvidos,  resultando em nota oficial onde consideram sem embasamento técnico esta medida, e voltarão a se reunir com o MAPA na tentativa de reverter esta posição.

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