2007-05-21 13:15:00
Para alcançar os principais objetivos da pecuária de corte não há uma regra geral. Cada produtor procura um ponto de equilíbrio para aumentar a escala de produção, o lucro por hectare e a rentabilidade. ‘Cada caso é um caso’, diz o professor Adilson de Paula Almeida Aguiar, das Faculdades de Zootecnia e Agronomia de Uberaba (Fazu) e da Universidade de Uberaba (Uniube), que busca alternativas de produção de carne a pasto sem aumentar a área de pastejo. ‘A incorporação de novas áreas é cada vez mais limitada pelas leis ambientais.’ Segundo Aguiar, o nível de intensificação de um sistema de produção animal a pasto deve considerar localização da propriedade, tamanho da área e do rebanho, valor da terra, condições climáticas, nível de treinamento da mão-deobra, capacidade gerencial, mercado e preços locais. ‘Pela extensão territorial, no Brasil é impossível adotar um único modelo de sistema de produção, seja mais ou menos intensivo.’ Há três anos, o criador Carlos Botelho, da Fazenda Boa Esperança, em Uberaba (MG), trocou o confinamento pela produção intensiva em pastejo rotacionado irrigado e adubado. ‘Os custos dos insumos estavam tornando a atividade inviável. Resolvi plantar capim tifton irrigado e trabalhar de forma intensiva’, diz. ‘Em
A Fazenda Santa Nilza, em Uberaba (MG), faz cria, recria e engorda no sistema de pastejo rotacionado com mombaça, em solo adubado e corrigido, mas não utiliza irrigação porque não tem volume de água suficiente, segundo o zootecnista e gerente da propriedade, Antonio Alfeu do Nascimento Junior. ‘A lotação é calculada conforme o desempenho almejado em peso e a disposição de alimento por área.’ No verão, ele trabalha com 2,5 UA/hectare a 6,5 UA/hectare e, no inverno, de 0,5 UA/hectare a 1,5 UA/ hectare. ‘Dá uma média anual de 3,5 UA/hectare/ano’, calcula, acrescentando que o sistema é vantajoso pois permite adensar o número de animais por área. ‘Com o custo de terras alto não dá para trabalhar com lotação baixa’, justifica. ‘Agrega, no mínimo, 300% na rentabilidade, considerando que a médica histórica do País é 1 UA/hectare.’
MATRIZES OVINAS – A Fazenda Escola da Uniube tem um rebanho de 350 matrizes ovinas santa inês no sistema de pastejo rotacionado irrigado. Em
No verão, quando a pastagem cresce mais rápido, é preciso colocar bovinos para consumir toda a oferta de alimento e não ter sobra que possa comprometer o crescimento do capim no ciclo seguinte. ‘Na época de pico, chegamos a colocar 150 fêmeas/hectare. No inverno, a lotação cai para 50 cabeças/hectare.’ Tanto no galpão quanto no pasto os animais recebem sal mineral. Os cordeiros, porém, são confinados desde o nascimento ao abate. ?










