2007-05-17 11:44:00
Nesta quinta-feira, as 14 horas a Comissão dos Produtores Rurais dos Municípios de Fronteira estará reunida com o presidente da Famasul (Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul) na Casa Rural. Os criadores questionam os termos de acordo fechado com o Paraguai em reunião ocorrida no último dia 11 no País vizinho, onde ficou acordada uma faixa de vigilância de 15 quilômetros dos dois lados da fronteira. Para eles, isso coloca municípios que não foram afetados pela febre aftosa em uma vala comum e prejudica os negócios.
Zona do Tampão
Na última terça-feira, a Comissão dos Produtores Rurais dos Municípios de Fronteira divulgou nota, assinada pelo presidente da entidade, Luiz Carlos Pantalena, na qual afirma que discordam do acordo de medidas sanitárias assinado na última sexta-feira entre Brasil e o país vizinho "por conterem medidas de exclusão e discriminação em relação às áreas que não se encontram na zona infectada", afirmando que "não podemos concordar com a perda, sem qualquer justificativa técnica de nossos direitos de cidadãos e principalmente de produtores rurais geradores de riquezas e de empregos em nossa região". A comissão representa pecuaristas que são responsáveis por cerca de 10% do rebanho bovino do Estado.
"Não podemos concordar com este suicídio. Os 13 municípios vão sofrer sanções sanitárias muito rígidas que vão excluí-los do mercado", disse Pantalena, destacando que entre as exigências está a realização de sorologia e quarentena, defendendo alterações nestas normas para que as localidades não sejam prejudicadas.
Olho no olho
Em Brasília na útlima terça-feira, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT/MS) defendeu que haja um controle rígido por parte no Brasil na vacinação do gado paraguaio. "O Brasil tem de vacinar lá (no Paraguai) para ter certeza de que vacinaram seu rebanho", enfatizou o parlamentar na audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.
Também no debate, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, secretária de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul, reclamou da dificuldade do Governo federal em liberar recursos e o reduzido investimento que é feito. Ela citou que o poder público investe apenas US$ 0,27 por cabeça de gado em sanidade, para um setor que gera receita de US$ 9 bilhões/ano.
Segundo informações, outro problema citado pelos representantes de MS foi a dificuldade em se obter os R$ 25 milhões liberados na semana passada, após mais de um mês de negociações. "O vírus não espera medida provisória", destacou Tereza Cristina.











