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terça-feira, 2 de junho de 2026

Cartazes ameaçam prefeito de São Paulo

2007-04-04 06:43:00

Cartazes com ameaças contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM, ex-PFL), foram colocados em uma parede da rua João Passalacqua, região da Bela Vista (centro de São Paulo). Em letras vermelhas, a mensagem anônima alerta: "hoje é a nossa família que chora… amanhã será a sua!!! Esses são os novos desempregados de São Paulo 52 mil pessoas. Aguarde, a próxima eleição está chegando".

Os cartazes, aparentemente, fazem uma referência à lei Cidade Limpa, que proibiu outdoors e restringiu o tamanho dos letreiros de fachadas comerciais. Para o Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior de São Paulo, a lei pode deixar 20 mil pessoas desempregadas.

Se o caso for investigado e os autores dos cartazes forem identificados, eles podem ser acusados por crime de ameaça, que prevê pena um a seis meses de detenção ou multa.

Os funcionários da oficina mecânica que fica próxima ao local onde os cartazes estão sequer perceberam o conteúdo da mensagem, acostumados que estão de ver a parede tomada por cartazes de shows e outros eventos colados sucessivamente.

A secretária do estabelecimento, Isabel Cristina dos Reis, contou que só reparou no cartaz na tarde desta terça-feira. "Eu achava que ainda fosse o anúncio de forró", disse. Lendo pela primeira vez os cartazes, comentou: "É muito pesado. Mas não acho que é uma ameaça. Acho que estão querendo dizer que o prefeito vai sofrer a justiça de Deus."

O prazo de adequação à lei Cidade Limpa acabou sábado (31). Devido à norma, muitos comerciantes tiveram que executar reformas emergenciais.

Na tarde desta terça, a poucas quadras dos cartazes, operários retiravam um letreiro da fachada de um motel da avenida Nove de Julho e pedreiros removiam todo o reboco da fachada de uma churrascaria, na rua Martinho Prado. Um dos operários disse considerar que a lei é boa, sem se preocupar com um eventual desemprego. "Não pára de chegar trabalho na firma", disse, sem se identificar.

Outro lado- Consultada, a assessoria de imprensa do prefeito se recusou a levar o assunto à apreciação dele por considerar que o caso não tem importância.



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