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quarta-feira, 10 de junho de 2026

MS registra 300 novos casos de câncer de colo de útero por ano

2012-02-08 13:15:00

O índice de mortalidade chega a 50%

O MS é um dos estados brasileiros com o maior índice de câncer de colo uterino. Superado em mortalidade somente pelo câncer de mama, o câncer de colo de útero se desenvolve lentamente e não apresenta sintomas na sua fase inicial, dificultando o diagnóstico e diminuindo as chances de recuperação. Somente no nosso estado são diagnosticados cerca de 300 novos casos anualmente, alcançando um alarmante índice de mortalidade de 50%.

Embora seja confirmado que o vírus do HPV seja um dos principais fatores desencadeantes da doença, e o exame preventivo seja gratuito na rede pública de saúde, o INCA (Instituto Nacional do Câncer), demonstra que os gastos gerados pela saúde pública no tratamento deste câncer poderiam ser diminuídos associando uma campanha de conscientização mais efetiva com a imunização através da vacina antipapilomavírus.

Diante destes dados, o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB/MS) apresentou hoje (07) um projeto de Lei que visa a disponibilização da vacina antipapilomavírus gratuitamente pela rede pública de saúde. Para o deputado, a vacina que é altamente eficaz na produção de anticorpos específicos para cada subtipo do HPV, seria uma alternativa ágil no controle e diminuição dos números da doença. Para Marquinhos, o Projeto de Lei é benéfico tanto para o estado (já que a vacina apresenta um custo menor do que o tratamento) como para a população, pois a imunização impede que o HPV evolua para este tipo de câncer.

“O artigo 196 da Constituição Federal garante que a saúde é um direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doenças, e é isso que queremos: uma imunização que garanta e preserve a saúde das mulheres do nosso estado”, reforçou Marquinhos Trad.

No Brasil, a vacina foi liberada para mulheres em 2008, mas só está disponível na rede privada, ao custo de R$ 900.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a aplicação da vacina contra HPV (papilomavírus humano) em meninos e homens entre 9 e 26 anos, já que o câncer de boca causado por sexo oral avança no Brasil.

A imunização previne as verrugas genitais causadas, principalmente, pelos tipos 6 e 11 do vírus. A vacina, conhecida como Gardasil (Merck Sharp & Dohme), está liberada para os homens nos EUA desde 2009.
Para liberar a imunização masculina, a Anvisa se baseou em um estudo publicado no "New England Journal of Medicine", que comprova a redução de 90% das lesões genitais externas.

O estudo clínico, que acompanhou 4.065 homens em 18 países, inclusive o Brasil, comprovou a eficácia da vacina contra lesões ligadas aos tipos 6,11, 16 e 18 do HPV.
O tipo 16 é o que tem levado ao aumento dos tumores de boca e da região da garganta (orofaringe) no Brasil. Em hospitais brasileiros, até 80% desses cânceres estão associados ao HPV.
 

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