Gazeta de Amambaí


Segunda-Feira, 28 de Maio de 2018 às 14:02

Especialistas falam das distinções entre o terçol e a conjuntivite

Infecções oculares são comuns, mas saber diferenciá-las é essencial para tomar os cuidados adequados. É o caso do terçol e da conjuntivite, que apresentam sintomas parecidos, mas têm causas e sinais diferentes

Quando o olho fica vermelho, já começam as preocupações e, principalmente, as dúvidas. “Será que é conjuntivite?”, “como fiquei assim?” ou até “alguma grávida me deixou com terçol?” são perguntas que passam na cabeça de quem não conhece bem as inflamações oculares. É normal que exista confusão, afinal, são muitos os nomes que significam que há algo errado com a saúde dos olhos, como blefarite, uveíte, hordéolo, calázio, e por aí vai.

Mas não precisa se desesperar, porque com algumas informações simples é possível diferenciar as infecções e tomar as providências adequadas para cada caso. Entre os mais comuns estão os quadros de conjuntivite e terçol, semelhantes em vários aspectos, como a vermelhidão e a sensibilidade com a claridade. Porém, clinicamente, os dois são bem distintos, como explica Adriana Aquino, oftalmologista do Hospital de Base formada pela UnB.

“São duas coisas muito diferentes, porque a conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, que pode ser infecciosa, de origem alérgica ou tóxica. Já o terçol é a obstrução de uma glândula das pálpebras. As glândulas ficam próximas aos cílios e, quando obstruídas, ocorre uma inflamação, o que geralmente causa inchaço, dor e vermelhidão.”

Outra diferenciação pode ser observada visualmente, pois o terçol — conhecido cientificamente como hordéolo — costuma provocar a presença de um nódulo na região posterior ou inferior da pálpebra, enquanto a conjuntivite atinge a conjuntiva sem esse caroço. Mas a médica lembra que mesmo que o paciente saiba identificar a infecção, a recomendação é sempre procurar primeiro o oftalmologista.

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“Temos que evitar sempre a automedicação e os remédios caseiros. O tratamento adequado é diferente, de acordo com o que esse profissional verá nos exames, e o que serve para tratar um tipo de conjuntivite pode ser prejudicial para outro, por exemplo.”

Fonte: Correio Braziliense

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