Gazeta de Amambaí


Quinta-Feira, 10 de Maio de 2018 às 12:01

O que é a dieta nórdica, que pode fazer bem à saúde e é recomendada pela OMS

 

 

Mulher coletando frutas silvestres

Direito de imagem

SITIKKA / GETTY IMAGES
Image captionFrutas vermelhas como morango, framboesa e amora são comuns na dieta nórdica

 

 

Certamente você já ouviu falar da dieta mediterrânea como referência de alimentação saudável. Mas você conhece a dieta nórdica?

Uma revisão de estudos feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) comprovou as evidências de que tanto a dieta mediterrânea quanto a nórdica podem ajudar a reduzir o risco de doenças não transmissíveis como o câncer, o diabetes e os problemas cardiovasculares, frequentemente associados à obesidade.

De acordo com a OMS, as duas têm características semelhantes, mas a dieta nórdica se baseia em alimentos tradicionais do norte da Europa: Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia.

Vários países europeus têm promovido, com resultados positivos, essa dieta como modelo alimentar que traz benefícios para a saúde.

Mais peixe, nenhum azeite de oliva

A dieta nórdica se baseia no consumo destes alimentos: vegetais de folhas verdes e raízes; frutas vermelhas; frutas em geral; cereais integrais, como a cevada, a aveia ou o centeio; legumes; laticínios com baixo teor de gordura; peixes, incluindo os mais gordurosos como o salmão, a cavala ou o arenque, que podem ser consumidos várias vezes na semana.

 

 

Pirâmide da Dieta do mar BálticoDireito de imagemASSOCIAÇÃO CARDIACA FINLANDESA
Image captionPirâmide da dieta do mar Báltico publicada no relatório da OMS mostra papel de peixes, verduras e legumes | Fonte: Kanerva et al. (2014).

 

 

Talvez a maior diferença dos hábitos alimentares nórdicos para a dieta mediterrânea, segundo a OMS, é que no lugar do azeite de oliva, predomina o óleo de canola.

A organização afirma que, para as populações não nórdicas, os princípios desta dieta podem ser de adaptação mais fácil do que os alimentos em si.

Em termos gerais, trata-se de promover o consumo de cereais de forma integral, frutas e vegetais, já que são excluídas as gorduras saturadas.

A OMS destaca ainda o fato de que vários estudos vincularam a dieta nórdica a uma diminuição nos fatores de risco tanto para doenças cardiovasculares quanto de diabetes, apesar de ela não ter sido tão estudada como a dieta mediterrânea.

A 'nova dieta nórdica' e uma lista de dez princípios

Em 2004, chefes de cozinha nórdicos desenvolveram uma interpretação gastronômica da dieta tradicional do norte europeu. Em um manifesto, eles a chamaram de "nova dieta nórdica".

 

 

Café da manhã típico da dieta nórdicaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionAveia com amora e framboesa no café da manhã é uma combinação típica da dieta do norte Europeu

 

 

Essa interpretação se baseia em quatro princípios essenciais: saúde, potencial gastronômico, sustentabilidade e identidade nórdica.

Esses princípios promovem o consumo de ingredientes locais, silvestres e frescos.

Em toda a região foram desenvolvidas políticas e eventos destinados a promover essa nova versão da dieta, não só do ponto de vista da saúde como também da perspectiva cultural e até mesmo turística.

 

 

Mulher com frutas vermelhas em um jardimDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionO manifesto feito por chefes nórdicos promove o consumo de ingredientes locsais, silvestres e frescos

 

 

Em 2012, o ministério de Alimentação, Agricultura e Pesca da Dinamarca publicou este guia geral de alimentação, utilizando o manifesto como referência e estabelecendo dez regras principais a seguir na dieta nórdica:

1. Coma mais frutas e vegetais todos os dias;

2. Coma mais produtos de cereais integrais;

3. Consuma mais alimentos do mar e dos lagos;

4. Coma carne de melhor qualidade, mas em menor quantidade;

5. Coma mais comida vinda de paisagens selvagens;

6. Coma produtos orgânicos sempre que possível;

7. Evite os aditivos na comida;

8. Coma mais pratos baseados nos alimentos mais abundantes de cada estação;

9. Coma mais comida caseira;

10. Provoque menos desperdício.

Três em um: dieta, cultura e saúde

Segundo a OMS, tanto a dieta mediterrânea quanto a dieta nórdica são exemplos de como os recursos naturais podem ser utilizados para novidades que trazem benefícios à saúde.

"A cultura gastronômica se baseia na tradição, mas também está aberta à mudança e à adoção de novas ideias - prova disso é o auge da dieta nórdica e das muitas variáveis da dieta mediterrânea. Elas são, ao mesmo tempo, novas e culturalmente autênticas", diz o documento divulgado pelo órgão.

"Quem desenvolve as políticas deveria alinhar, na medida do possível os guias de nutrição ao contexto cultural local", recomenda a OMS.

O Brasil tem o seu guia de alimentação elaborado pelo Ministério da Saúde, e ele pode ser acessado aqui.

Fonte: BBC Brasil

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