Gazeta de Amambaí


Terça-Feira, 15 de Maio de 2018 às 14:02

“FCO Rural é o melhor instrumento para a estruturação do setor produtivo em MS”, afirma diretor da Famasul

Representantes do setor produtivo participaram do encontro realizado na Fiems

O diretor técnico do Sistema Famasul – Federação da Agricultura e Pecuária de MS, Renato Roscoe, participou do Lançamento das novidades do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste), na sede da Fiems – Federação das Indústrias de MS, na quarta-feira (09).

O evento contou com a participação de representantes e empresários dos setores industrial comercial e rural. Durante o encontro, Roscoe destacou que o fundo é o instrumento mais competitivo para o financiamento de longo prazo do setor rural. “O FCO é fundamental para os investimentos do setor na estruturação das unidades produtivas, o que efetivamente contribui para a expansão da produtividade por área e da produção agregada”. O diretor técnico ressaltou que mais investimentos significa aumento do potencial produtivo, o que reverte em desenvolvimento para o estado e para a região.

No ano passado foram contratados R$ 1,4 bilhão no FCO Rural, sendo que este ano estão previstos R$ 1,1 bilhão, ou 50% do montante total disponível. “Esses valores podem ser complementados no segundo semestre, caso os outros setores não utilizem a parte que lhes cabe. Historicamente, isso tem ocorrido, em função da grande dinamicidade do setor agrícola”.

Em relação às alterações na taxa de juros que o Ministério da Fazenda pretende implantar para o recurso do setor rural, modificando de taxa fixa para flutuante/variável, prevista para 1º de julho, Roscoe afirma:  “O setor está muito apreensivo com a taxa flutuante, estamos trabalhando para que seja mantida a opção de taxa fixa para as operações agropecuárias”.

Segundo o presidente da Fiems, Sergio Longen, o FCO é um produto muito nobre para investimento. “Agora é hora de divulgar amplamente e as contratações chegarem ao investimento total. Esta é a meta”.

Durante a reunião, o superintendente regional do Banco do Brasil, Gláucio Zanettin Fernandes, mostrou o relatório com os dados referentes aos anos anteriores, assim como as previsões para 2018.

Segundo o superintendente, o FCO teve contratados, de janeiro a abril, R$ 567 milhões em Mato Grosso do Sul. Empresários e produtores rurais buscam entender as novas regras da linha de crédito, que adotou taxa de juros flutuante.

A previsão é de contratação de R$ 2,2 bilhões para o financiamento de capital de giro, assim como projetos de construção, reforma e ampliação de empresas durante o ano no estado. “Queremos continuar de mãos dadas com o setor produtivo.  Há espaço para a aplicação desses recursos”.

O secretário da Semagro, Jaime Verruck, explicou aos participantes a origem do investimento. “A fonte de recurso do FCO não precisa ser equalizada”, afirma Verruck explicando que isso significa que o Governo não busca no mercado financeiro o valor aplicado. É fonte prevista na Constituição.

Participaram do evento o deputado estadual, Paulo Corrêa; o superintendente de Indústria, Comércio, Serviços e Turismo da Semagro, Bruno Bastos; o presidente da Faems, Alfredo Zauith; o diretor-superintendente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça; e o gestor técnico do Sistema Famasul, Justino Mendes.

Fonte: Famasul

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