Gazeta de Amambaí


Quinta-Feira, 08 de Março de 2018 às 14:02

Desinfecção natural de solo ficará mais fácil

Técnica já é usada em outros países

Pesquisadores da Embrapa Rondônia desenvolveram um novo equipamento para eliminação de organismos nocivos no solo que deve ser acessível a pequenos produtores. O chamado ‘Solarizador’ esteriliza solos para uso como substrato na produção de mudas sem nematoides. Uma técnica similar já é usada na Holanda, Estados Unidos e Israel.

O ‘Solarizador’ elimina os principais organismos que causam doenças nas plantas e mantém o que é benéfico. Segundo a Embrapa, não há riscos ambientais nem para a saúde dos agricultores. Os produtos tradicionais muitas vezes causam danos ao meio ambiente e não possuem grande eficiência.

A tecnologia é uma adaptação do Coletor Solar, que foi desenvolvido pela Embrapa Meio Ambiente e pelo Instituto Agronômico de Campinas. A solução veio em meio às dificuldades de obter materiais para construção do Coletor Solar. “Buscamos manter a eficiência, com algumas características originais, mas adaptando o equipamento às condições e disponibilidades de recursos locais”, afirmou o pesquisador da Embrapa Rondônia José Roberto Vieira Júnior.

Com o ‘Solarizador’, o solo é aquecido por radiação solar, usando o efeito estufa promovido pelo equipamento. A radiação passa por uma superfície transparente, transformando-se em energia calorífica na superfície do solo, que é usada principalmente no processo de evaporação da água, gerando vapores de temperatura a partir 50 graus. Essa temperatura elimina a maioria dos nematoides, vermes de solo que provocam danos ao sistema radicular das plantas e precisam de temperaturas menores que 40 graus para sobreviver.

A produção de mudas livres de nematoides é essencial para controle da doença no solo. “Os produtores que não realizam o tratamento do substrato na produção das mudas correm sérios riscos de levar a doenças às suas áreas. Além disso, em algumas regiões do Brasil, especialmente na produção de mudas de café, os produtores podem ter seus lotes ou mesmo toda a produção do viveiro de mudas interditadas e destruída”, explicou Vieira.

Fonte: Agrolink

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