Gazeta de Amambaí


Quinta-Feira, 08 de Março de 2018 às 10:02

Pesquisa identifica funcionamento de resposta de plantas

Proteínas se envolvem na defesa das plantas em geral

Uma pesquisa recente, liderada pelo grupo Krasileva do Instituto Earlham e o Laboratório Sainsbury, usou a filogenética (estudo de como as sequências de DNA são relacionadas) para identificar como genes são distribuídos em várias plantas, incluindo cultivos importantes como trigo, cevada, milho e arroz. Estas novas evidências poderiam ajudar os cientistas especialmente na luta contra doenças.

Ao olhar a história genética dessas plantas, a equipe encontrou muitos grupos interessantes que gravitaram em direção a formação de novas fusões com plantas receptoras, que foram as mais diversas em trigo. Essas proteínas são envolvidas na resposta das plantas ao estresse em geral, particularmente na defesa contra o patógeno de ataque.

“Se entendermos melhor como essas proteínas com esses domínios integrados adicionais foram formadas durante uma evolução recente, há uma boa chance de que podamos desenvolver genes com domínios específicos para trazer nova resistência com os novos tipos de patógeno de ataque”, diz Paul Bailey, líder do estudo que desempenhou a análise fitogenética.

A equipe de pesquisa está primariamente interessada em trigo pão devido à complexidade e o tamanho de sua genética, bem como oito outras espécies de genomas. Avanços no sequenciamento do genoma permitiram aos cientistas fazer comparações de similaridade do gene entre as espécies relacionadas – trigo e cevada, por exemplo – e mais distantemente espécies relacionadas como trigo e milho.

“Nós ficamos intrigados em encontrar mesmo em espécies muito próximas que pode haver variabilidade significativa entre os eventos de fusão que ocorreram, indicando que o processo ainda está ativo e em andamento nessas plantas”, acrescentou Paul.

As plantas possuem um sistema imunológico que ajuda a reconhecer uma série de patógenos, mas elas precisam manter com o inimigo uma relação que está perpetualmente evoluindo e constantemente se adaptando a novas formas de chegar às defesas primárias das plantas.

Por outro lado, certos receptores patógenos conhecidos como proteínas NLR tem demonstrado ser capazes de reconhecer os sinais associados com agentes causadores de doenças. Ao adquirir seções de proteínas codificadas por outros genes, que frequentemente são alvos de infecção de patógenos, as NLRs agem como “chamariz integrado de defesa”.

A doutora Ksenia Krasileva, que liderou o projeto, acrescentou: “Quando as plantas são capazes de evoluir rapidamente, elas podem reagir a patógenos trabalhando através de outras defesas. Descobrir como as plantas permanecem saudáveis é ainda um desafio. Esse paper é resultado de uma colaboração exitosa de muitos especialistas genômicos, incluindo nosso grupo, o Dr. Matthey Moscou e o Dr. Wilfried Haerty. Juntos, nós descobrimos um dos truques que a planta usa que ajudará a gerar cultivos resistentes”.

Os patógenos de plantas estão continuamente evoluindo, mas no futuro a equipe de pesquisa espera continuar gerando novas proteínas com domínios especificamente integrados que dão resistência aos patógenos, particularmente novas ameaças a nossos cultivos.

Fonte: Agrolink

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