Gazeta de Amambaí


Sábado, 03 de Fevereiro de 2018 às 15:02

Brasil precisa importar 866,67 mil t/mês de trigo

Para atingir meta da Conab de 7,2 milhões de toneladas até maio/18

O Brasil precisará importar 866,67 mil toneladas por mês para atingir meta da Conab de 7,2 milhões de toneladas até maio/18 (quando termina o ano comercial), calcula a Consultoria Trigo & Farinhas. Isso porque as importações brasileiras de trigo em grão na temporada agosto-novembro da safra 2017/18 somaram apenas 2,00 milhões de toneladas.

“Ora, a média das importações brasileiras totais por mês, em 2017, foi de 508,59 mil tons/mês. Especificamente, nos meses desta temporada a média das importações caiu para 500 tons/mês até novembro. É bem verdade que a produção da safra brasileira encolheu 37,5%, nesta temporada, mas, por outro lado, há que se prestar atenção na demanda, para se determinar o que realmente será importado. Este será um dado importante para confirmar a demanda brasileira de trigo, porque é perfeitamente mensurável”, explica o analista Luiz Fernando Pacheco.

Atualmente as importações brasileiras de trigo estão concentradas quase que exclusivamente na Argentina. Nos últimos meses houve importações de trigo americano e paraguaio, mas bem menores do que os anos anteriores. Segundo a T&F, a explicação pode estar nos preços.

“Pelo fechamento de quarta-feira (31.01), os cálculos dos preços CIF moinhos do litoral apresentavam os seguintes resultados: O trigo americano hard chegaria ao Brasil a preços entre R$ 1.090,91/t (São Paulo), R$ 1.080,71/t (Salvador e Fortaleza) e R$ 863,70/t o soft, enquanto que o trigo argentino com 12,0% de proteína chega aos mesmos portos a R$ 755,60/t em São Paulo (-30,73%); R$ 725,81/t em Salvador (-32,83% e, antes que perguntem porque, sendo mais longe, é mais barato, respondemos que devido às taxas portuárias cobradas em Santos, de US$ 25/t contra US$ 15/t nos demais portos); R$ 741,80/t em Fortaleza (-31,36% o hard e -14,11% o soft). Estas diferenças brutais de preços são uma boa razão para preferir o trigo argentino”, conclui. 

Fonte: Agrolink

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