Gazeta de Amambaí


Quinta-Feira, 07 de Dezembro de 2017 às 10:03

Dicamba: Universidade diz para evitar uso em pós-emergência

Cientistas da Universidade Estadual de Iowa recomendam que produtores do estado norte-americano evitem o uso do herbicida Dicamba para sistemas de soja tolerante ao ingrediente ativo na pós-emergência das lavouras. Eles, sim, recomendaram o uso do produto somente na pré-emergência dos cultivos em uma conferência sobre Manejo Integrado de Lavouras.

“O que nós decidimos é que vamos recomenda na pré[emergência], mas não recomendaremos nas aplicações de pós-emergência”, diz Mike Owen, professor de Extensão em Pragas na Universidade Estadual de Iowa. “Nós estamos totalmente cientes dos limites do uso dessa tecnologia”, completou.

Owen também criticou as recentes recomendações do governo dos Estados Unidos. “Nós também olhamos nas mudanças feitas pela Agência de Proteção Ambiental. Nenhuma dessas mudanças tem a ver com a volatização. Elas ajudarão com a deriva de partículas e com a contaminação do tanque de pulverização. Mas eles sumamente ignoraram o problema de volatização que acreditamos que existe com o produto Dicamba”, explicou.

Em Iowa, o produto é aplicado em 80% das áreas de milho da região Noroeste. A atrazina foi limitada como ferramenta de controle de solos com pH alto, como é o caso da região, então o Dicamba era considerado uma boa alternativa. Segundo Bob Hartzler, outro especialista em pragas da universidade, a relação do estado com o produto sempre “foi de amor e ódio”. “Em 2017 funcionou bem nas áreas aplicadas no tempo certo”, disse Hartzler.

Mas atualmente as formulações do Dicamba estão desenhadas par aplicação em soja mais tarde comparando com o milho. Historicamente, as aplicações de Dicamba no milho são feitas antes da emergência da soja e nos estágios precoces.

Em 2017, o Departamento de Agricultura e Terra de Iowa registoru 271 casos de hebicidas foram de alvo, sendo que em 175 casos incluíam o herbicida Dicamba. “Foi a primeira vez na história que foram reportados mais de 200 casos em um ano”, afirmou Hartzler. Ele atribui isso às seguintes práticas: seleção de bico incorreta ou altura da lança, velocidade excessiva do vento, buffer insuficiente, contaminação do sistema de pulverização e uso de produtos não registrados.

Fonte: Agrolink

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