2012-03-20 14:45:00
Bruno Martins
U
m casal de trabalhadores moradores na cidade de Aral Moreira está enfrentando um grande desafio em suas vidas. Ademar Martins e Rosângela Martins, pais de Paulo Henrique, de 5 anos e de Vitória, de 1 ano, se desdobram para garantir tratamento para seus filhos.
Devido a uma incompatibilidade sanguínea de pai e mãe, as crianças nasceram com grave problema auditivo. Os pais são possuidores do tipo sanguíneo O+, o que acarretou aos filhos falta de audição total.
Entre inúmeras idas e voltas a consultórios médicos, os pais receberam a notícia de que o único lugar que poderia oferecer tratamento e uma possível cura para as crianças seria na cidade de São Paulo.
Desde o início da vida das duas crianças os pais realizam uma peregrinação entre Aral Moreira, cidade onde moram, e São Paulo, onde realizam tratamento. Embora nunca tenham medido esforços, os pais vêm sofrendo com um grande empecilho. Ademar e Rosângela já tiveram suas economias findadas devido à grande quantidade de viagens realizadas para São Paulo. As visitas realizadas pelas crianças ao médico que as trata são feitas de 15 em 15 dias, exigindo, além de muito tempo, uma grande quantidade de dinheiro.
Os pais relatam que apesar da grande dificuldade no êxito em conseguir adquirir audição, essa possibilidade existe e eles vão continuar tentando. As crianças desde o início do tratamento utilizam aparelhos auditivos para estimular o funcionamento do nervo responsável pela captação do som.
“Após vários exames, ficou constatado que trata-se de um problema sensitivo no aparelho auditivo de ambos, e agora, para estimular o nervo auditivo e prepará-lo para futuros exames, eles utilizam os aparelhos para surdez, tornando assim maiores as chances de reconhecimento dos sons por parte das crianças”, disse o pai das crianças.
Ademar e Rosângela pedem à população de Amambai e toda a região para que realizem algum tipo de doação para viabilizar o custeio das viagens e do tratamento das crianças em São Paulo.
Apesar do auxílio recebido para Paulo Henrique, o filho mais velho, do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) os custos com as duas crianças ultrapassam o valor recebido, pelo motivo de que Vitória, a filha mais nova, ainda não recebe o benefício, fazendo com que o valor recebido por Paulo Henrique seja insuficiente para o tratamento.
Foi criada uma conta corrente para que sejam recebidas as doações de quem puder ajudar com qualquer valor possível. A conta corrente é a seguinte: Banco do Bradesco – agência: 353-0 – conta corrente: 6106-9.
Segundo os pais, os valores doados serão destinados exclusivamente para o tratamento das crianças.
Para maiores informações, entrar em contato com Ademar ou Rosângela, pelos telefones (67) 3488-1752 ou 9618-1705.












