Gazeta de Amambaí


Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017 às 16:26

Prefeitura de Caarapó faz operação de limpeza para combater doenças típicas do verão

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Prefeito Mário Valério inspeciona serviços da Operação Limpa-tudo na zona urbana de Caarapó (Foto: Dilermano Alves)

O combate a doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti, cuja ação se potencializa no período de chuvas, levou a prefeitura de Caarapó a realizar uma megaoperação de limpeza na cidade e distritos. Trata-se da Operação Limpa-tudo, que teve início há cerca de um mês, com previsão de término para o fim de dezembro.

De acordo com o prefeito Mário Valério (PR), a ação vai evitar a proliferação de doenças, como a chikungunya, dengue e zika, por exemplo. “Além disso, vamos deixar a cidade limpa, mais bonita, livre do perigo dessas enfermidades”, observou.

Para o mutirão de limpeza, que envolve as secretarias de Saúde e de Obras, a cidade foi dividida em setores. Estão sendo retirados entulhos, galhadas e tudo o que os moradores querem descartar. Os organizadores pedem que todo o lixo retirado do quintal ou terreno baldio seja colocado defronte ao imóvel nas datas anunciadas. Depois da coleta do material pelos veículos da prefeitura, o morador não poderá mais deixar lixo resultante da limpeza de quintal e terrenos defronte ao imóvel por onde já passou o mutirão, sob pena de ser multado.

As autoridades municipais de saúde de Caarapó chamam a atenção para a necessidade de engajamento da população na campanha. Em um passado recente, o foco central era quase que exclusivamente a prevenção da dengue, uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. No Brasil, foi identificada pela primeira vez em 1986. Estima-se que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente no mundo.

Atualmente, a luta também tem como inimiga a febre chikungunya, doença transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. Chikungunya significa "aqueles que se dobram" em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953.

Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Podem ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

O terceiro alvo é o zika, vírus que também é transmitido pelo Aedes aegypti e identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. O vírus Zika recebeu a mesma denominação do local de origem de sua identificação em 1947, após detecção em macacos sentinelas para monitoramento da febre amarela, na floresta Zika, em Uganda.

Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente entre três e sete dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015, pela primeira vez na história.

Fonte: Assessoria Prefeitura de Caarapó

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