2012-05-13 16:02:00
Vilson Nascimento
Túneis e buracos nas paredes das celas escavados com emprego de pedaços de ferro, cabos de colheres e até cabos de escova de dente, além de grades serradas com emprego de pequenos pedaços de serras que entram nas cadeias trazidas, quase sempre por parentes de presos, são algumas das criatividades e artimanhas utilizadas por detentos para tentar escapar das cadeias Brasil a fora.
Há duas semanas detentos de uma das celas da cadeia pública de Iguatemi, cidade da região Cone Sul do Estado, em Mato Grosso do Sul, usaram dessa criatividade para tentar escapar.
Com um pecado de ferro de construção e um eixo de ventilador, os detentos fabricaram duas espécies de “espeto”, afiando uma das extremidades no piso da própria cela, e com eles tentavam escavar um buraco na parede da cela.
Para não levantar maiores suspeitas, o buraco estava sendo escavado na região do banheiro, local não visível aos olhos de quem passava no corredor de galeria de celas da cadeia pública, que funciona anexa a Delegacia de Polícia Civil de Iguatemi.
O local não conta com fiscalização de agente penitenciário e nem mesmo de policiais militares realizando a segurança externa, mas mesmo com toda essa fragilidade no sistema de segurança, o plano dos detentos não deu certo porque o único policial de plantão na Delegacia percebeu barulhos estranhos na cela e pediu reforço para a averiguação.
Um detento de 23 anos, preso acusado de estuprar uma mulher deficiente mental de 51 anos, em Iguatemi, assumiu a autoria do frustrado plano de fuga.












