Gazeta de Amambaí


Terça-Feira, 17 de Julho de 2018 às 17:00

Justiça mantém prisão de acusados de assassinar Marilyne

Trio foi submetido a audiência de custódia na tarde dessa terça-feira no Fórum, em Amambai.

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Momento que a Polícia Civil chegava com o trio no Fórum para a audiência de custódia na tarde dessa terça-feira (17) e abaixo os acusados, “Verônica”, Renato e Elias Maluco, e a vítima, Marilyne Siqueira, a “Birosca”. (Fotos: Vilson Nascimento)

Vilson Nascimento

A Justiça manteve preso o trio acusado de assassinar, com requinte de crueldade, uma mulher de 43 anos, na tarde do sábado, 14 de julho, em Amambai.

Durante audiência de custódia realizada na tarde dessa terça-feira, 17 de julho junto ao Fórum da Comarca, em Amambai, o juiz de direito da 1ª Vara de Execuções Penais, Dr. Pedro Henrique Freitas de Paula, reverteu o flagrante lavrado pelo delegado de Polícia Civil em prisão preventiva.

Com a prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário o trio, Edneia Paula de Almeida, a “Verônica”, de 42 anos, seu marido, Renato Telies de Souza, de 58 anos e Elias Francisco Fernandes, o “Elias Maluco”, de 26 anos, que deverá ser submetido a júri popular após o Ministério Publico, deverá aguardar o julgamento preso.

Elias Maluco e Renato de Souza foram encaminhados para a PAM (Penitenciária de Amambai). Já Edineia Paula, a “Verônica”, deverá ser encaminhada para uma unidade prisional feminina, já que presídio de segurança mínima de Amambai é exclusivamente masculino.

O caso

Segundo apurou a Polícia Civil no curso das investigações, vingança pessoal teria motivado o trio a planejar o crime e assassinar Marilyne Siqueira de Souza, a “Birosca”, como também era conhecida na cidade.

Segundo a Polícia Civil, Elias Maluco, Renato de Souza teriam começado a planejar o crime na sexta-feira, dia 13 de julho, cada um com uma motivação diferente.

Elias Maluco, que já tem inúmeras passagens pela polícia por crimes diversos, planejava se vingar de Birosca porque ela o teria dedurado de envolvimento com um ato criminoso, fator que o teria levado para a cadeia em período anterior.

Renato de Souza alegou como motivação para o crime, segundo a polícia, o fato de que Marilyne supostamente teria invadido sua casa, furtado dinheiro e pertences. ´

Já Verônica, que outrora chegou a ser amiga da vítima, teria relatado que já havia se envolvido em confusão por conta de Birosca, versões que nunca serão esclarecidas, tendo em vista que a vítima está morta.

Segundo a polícia no dia do crime, fazendo uso de uma veículo Corsa Sedan cor branca, placas de Amambai-MS, que foi apreendido, Edneia Paula, a “Verônica”, teria levado o marido e Elias Maluco para o local do assassinato, posteriormente voltado para a cidade pegado Marilyne e levado para o local da “emboscada”, a região denominada “Buracão”, na saída para Aral Moreira.

Armado com um revólver calibre 32, Elias Maluco teria atirado contra Birosca, enquanto Renato de Souza, de posse de um facão, teria passado a desferir diversos golpes contra a mulher.

Depois de matarem Birosca, Verônica, Renato e Elias Maluco teriam deixado o local abordo do Corsa e se livrado das armas usadas para o crime.

Após indicação dos acusados, o facão usado para desferir os golpes contra Marilyne, ainda com sangue da vítima, foi localizado em uma vegetação próximo ao local onde o corpo foi encontrado. Já o revólver o trio teria relatado que desfez da arma jogando no Córrego Panduí.

Marilyne Siqueira de Souza era dependente química e por conta disso acumulada diversas passagens pela polícia por crimes de menor potencial ofensivo, como furtos, por exemplo.

Reportagem exclusiva do A Gazetanews. Proibido a reprodução total ou parcial sem que sejam citadas as fontes.

Fonte: A Gazeta News

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