Gazeta de Amambaí


Quarta-Feira, 11 de Janeiro de 2017 às 19:46

“Preso” é preso por manter “boca-de-fumo” em Amambai

Esta foi à quinta vez que “Zezinho” é preso pela Polícia Civil acusado pelo mesmo crime na cidade.

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O acusado, a droga e os objetos encontrados em seu poder e o ursinho onde as porções de crack eram escondidas, segundo a polícia. Esta é a quinta vez que “Zezinho” é preso pelo mesmo crime em Amambai, segundo o SIG. (Fotos: Divulgação/A Gazetanews)

Vilson Nascimento

Após levantar informações e realizar monitoramento do local o SIG (Setor de Investigação Geral) da Delegacia de Polícia Civil local, prendeu na tarte dessa quarta-feira, dia 11 de janeiro, um “detento”, acusado de manter um ponto de venda de drogas, a chamada “boca-de-fumo”, em Amambai.

De acordo com a polícia, essa foi à quinta vez que José Alves de Oliveira, o “Zezinho”, de 49 anos, é preso pelo mesmo crime na cidade, mas beneficiado pela legislação em vigor no País, acaba voltando para a rua e lesando a sociedade, cometendo o mesmo tipo de crime.

A prisão dessa quarta, a exemplo da última, ocorrida em outubro de 2015, aconteceu na casa do acusado, situada no Residencial Pôr-do-Sol.

Ao tomar conhecimento que Zezinho, apesar de ainda estar cumprindo pena no regime semiaberto da PAM (Penitenciária de Amambai), continuava mantendo o esquema de venda de drogas em sua residência, o SIG passou a monitorar o local.

De acordo com a Polícia Civil, durante o trabalho de monitoramento os policiais notaram frequentes movimentações de pessoas conhecidas nos meios policiais por consumo de drogas, saindo e entrando da casa de José Alves.

Segundo o SIG, os dependentes procuravam a boca-de-fumo, supostamente para adquirir drogas, sempre nos períodos da manhã ou da tarde, já que no período noturno Zezinho se apresentava no presídio onde passava a noite conforme determinação da Justiça.

Na tarde dessa quarta-feira, após novo trabalho de monitoramento e flagrar um viciado deixando o local, os policiais entraram em ação.

De acordo com o SIG, ao ser abordado, como já havia feito nas vezes anteriores, Zezinho teria negado estar comercializando entorpecente, mas em vistoria na residência os investigadores localizaram várias pedras da droga conhecida como crack, que estavam escondidas dentro de um ursinho de pelúcia.

A droga, que já estava embalada em papel alumínio e pronta para ser fornecida aos usuários, a exemplo das outras vezes, não era armazenada em grande quantidade, o que para a polícia é uma estratégia adotada por traficantes que agem nessas condições para tentar ludibriar a Justiça e tentar descaracterizar o crime de tráfico perante o Poder Judiciário.

Segundo o SIG, na residência de Zezinho também foi apreendida certa quantidade em dinheiro, supostamente proveniente da venda da droga e vários objetos, segundo a polícia, possivelmente furtados de residências da cidade por usuários de entorpecente e trocados na boca-de-fumo como forma de pagamento pela porção da droga.

Encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Amambai, José Alves de Oliveira, o “Zezinho” foi autuado em flagrante pelo delegado, Dr. Mikaill Alessandro Gouveia Faria, mais uma vez pelo crime de tráfico de drogas e permaneceu preso à disposição da Justiça.

Para a polícia, além de aliciar pessoas, sobretudo jovens, para o consumo de drogas, as chamadas bocas-de-fumo também são as principais incentivadoras de crimes como furtos a residências e estabelecimentos comerciais e até assaltos a mão armada, já que a maior parte desse tipo de delito é praticada por usuários de entorpecentes para manter o vício.

Fonte: A Gazeta News

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