Gazeta de Amambaí


Quarta-Feira, 08 de Novembro de 2017 às 09:02

Após 5 meses de ingresso de recursos, poupança perde R$ 2 bilhões em outubro

Dados foram divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira. No acumulado de janeiro a outubro, saques da poupança superam depósitos em R$ 6,16 bilhões.

Após cinco meses consecutivos de ingressos de recursos, a caderneta de poupança registrou perdas (retiradas maiores do que depósitos) de R$ 2 billhões em outubro. Os números foram divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (7).

Apesar da retirada de valores, o resultado do mês passado representou melhora frente ao mesmo período de 2015 e de 2016, quando, respectivamente, houve saída líquida de R$ 3,26 bilhões e de R$ 2,71 bilhões.

Segundo o BC, em outubro deste ano os depósitos somaram R$ 173,14 bilhões e, os saques, R$ 175,14 bilhões. Os rendimentos (juros) creditados nas contas dos poupadores somaram R$ 3,21 bilhões no mês passado.

Mesmo com a retirada de recursos na poupança, no final de outubro o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado, registrou aumento.

Isso porque, além dos depósitos e das retiradas, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança.

No fim de dezembro de 2016, o saldo da poupança estava em R$ 664,9 bilhões. Ao fim de setembro de 2017, somava R$ 694 bilhões. Já no final de julho, ficou em R$ 695,21 bilhões.

Parcial do ano

No acumulado dos dez primeiros meses deste ano, informou o BC, foi registrada saída líquida (retiradas maiores do que depósitos) de R$ 6,16 bilhões da poupança.

Mesmo com o saldo negativo, esse foi o melhor resultado para este período desde 2014 - quando houve o ingresso de R$ 16,07 bilhões na poupança.

Em todo o ano passado, R$ 40,7 bilhões foram retirados da poupança. O resultado foi o segundo pior da série histórica, que começou em 1995, atrás somente de 2015, quando foram sacados R$ 53,5 bilhões.

Atratividade da poupança

Os recursos deixaram a poupança em outubro em um momento de queda da rentabilidade da modalidade de investimentos.

Esse é um fenômeno que está afetando as aplicações conhecidas como prefixadas, ou seja, que tem por base o juro básico da economia brasileira - que vem recuando desde outubro do ano passado.

Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic está abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC.

Com os juros atualmente em 7,5% ao ano, a remuneração da poupança está em 5,25% ao ano mais a Taxa Referencial.

De acordo com cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), os fundos de renda fixa "começam a perder competitividade frente às cadernetas de poupança principalmente nas aplicações de baixo valor."

Nesses casos, observa a Anefac, os fundos têm taxas de administração mais elevadas. "Assim sendo a caderneta de poupança vai continuar sendo uma excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano", acrescentou a entidade.

Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído a atenção de aplicadores nos últimos anos.

Fonte: G 1

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