Ao se atravessar a Ponte da Amizade com destino ao Paraguai, é comum a recepção ser feita por um dos inúmeros homens que tem em mãos um folheto com ofertas de produtos eletroeletrônicos.
Sempre há alguém disposto a indicar uma "boa loja" para a compra. Uma infinidade de pen drives, computadores e máquinas fotográficas, entre outros, estampam os folhetos.
Diante da negativa do cliente, que demonstra desinteresse pelas mercadorias, nova e variada oferta é feita, desta vez ao pé do ouvido: "ópio, haxixe, cocaína, maconha, armas". Não é exagero. O cliente diz o que quer e a negociação é rápida, feita às claras.
O serviço oferecido é de entrega no Brasil, com pagamento no recebimento.O mesmo acontece nas lojas. A negociação começa pela compra de um barbeador com marca similar ao de um original.
Mais para a frente, o vendedor oferece um notebook, avaliado em US$ 500, superior aos US$ 300 da cota permitida pela Receita Federal aos turistas. Para entrar legalmente no País, seria necessária uma complementação de US$ 100 em impostos.
No caso de desinteresse, sob a justificativa de estar acima da cota permitida - livre de impostos - o vendedor desdenha. "Quem te disse que é preciso pagar os impostos?". O serviço oferecido é o mesmo. Se o comprador aceitar, a mercadoria é entregue do lado brasileiro. O pagamento pode ser feito ao entregador.
Fonte: terra
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