Gazeta de Amambaí


Terça-Feira, 18 de Abril de 2017 às 07:06

Presidente do Paraguai diz que não vai buscar reeleição em 2018

Em carta a arcebispo, Horacio Cartes diz que tomou decisão de não concorrer em nenhum caso a presidente para período 2018-2023. Projeto que permitiria reeleição gerou crise política no país.

O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, disse nesta segunda-feira (17) que decidiu não se apresentar como candidato na eleição presidencial do ano que vem, em uma tentativa de aplacar a crise política desatada em torno de um projeto de lei que permitiria a reeleição.

Segundo a Reuters, em uma carta ao arcebispo de Assunção, que lidera um processo de diálogo entre as distintas forças políticas paraguaias, o presidente disse que tomou a decisão de não concorrer "em nenhum caso como candidato a presidente da República para o período constitucional 2018-2023".

Uma emenda que permitiria a reeleição, inclusive a de Horácio Cartes em 2018, foi aprovada no Senado em 31 de março durante uma votação surpresa a portas fechadas. A medida gerou revolta de manifestantes, que invadiram o Congresso, no centro histórico de Assunção, aos gritos de "ditadura nunca mais" e incendiaram o prédio.

Manifestantes põem fogo no prédio do Congresso do Paraguai em 31 de março, durante protesto contra aprovação emenda que permitiria reeleição presidencial (Foto: Reuters/Jorge Adorno)Manifestantes põem fogo no prédio do Congresso do Paraguai em 31 de março, durante protesto contra aprovação emenda que permitiria reeleição presidencial (Foto: Reuters/Jorge Adorno)

Manifestantes põem fogo no prédio do Congresso do Paraguai em 31 de março, durante protesto contra aprovação emenda que permitiria reeleição presidencial (Foto: Reuters/Jorge Adorno)

Perseguindo manifestantes, a polícia invadiu a sede do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA). Um líder da Juventude Liberal, Roberto Quintana, de 25 anos, foi atingido por um tiro e morreu. Cerca de 30 pessoas ficaram feridas.

A Constituinte paraguaia de 1992 proíbe a reeleição do presidente e de seus familiares até o quarto grau de parentesco e segundo de afinidade. A Carta anterior, vigente durante a ditadura de Alfredo Stroessner, admitia a reeleição indefinida.

 

Após a revolta, a votação foi suspensa pela Câmara de Deputados e Cartes chegou a se reunir com líderes da oposição para tentar negociar uma solução para a crise, mas nenhum acordo havia sido anunciado.

Fonte: G 1

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