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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Policiais e Bombeiros militares reivindicam melhores salários

2012-04-17 12:41:00

Bruno Martins

A proposta de reajuste salarial oferecida pelo governo do Estado aos servidores da área de segurança pública não agradou. Por esse motivo, ontem, policiais e bombeiros militares do Mato Grosso do Sul estiveram reunidos em uma assembléia geral em Campo Grande para discutir o futuro da categoria.

Durante o encontro, os mais de 900 militares presentes decidiram aguardar uma melhor proposta salarial por parte do governo, que por enquanto ofereceu para a classe dos militares um aumento de 5%, 0,2 pontos percentuais abaixo do índice de inflação do último ano. O valor está muito aquém dos 25% reivindicados pelos militares. Os representantes da categoria buscaram junto ao governo uma forma de chegar a um consenso de forma amigável e sugerem a concessão gradativa desse percentual em 3 anos, quando os salários dos soldados devem chegar a um total de R$ 3.702,00, mas cujo primeiro reajuste ocorra ainda em 2012.

Segundo o presidente da associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul, Edimar Soares da Silva, outro item votado durante a assembléia foi à situação de “tolerância zero” dos policiais. Isso significa que todas e quaisquer ocorrências recebidas pelos policiais serão encaminhadas e resolvidas na delegacia da cidade, não possibilitando o debate e resolução das ocorrências ainda no local do ocorrido. Isso pode acarretar uma grande aglomeração nas delegacias, maior demora na lavratura e conclusão dos casos.

Em Amambai, a 3° CIPM é constituída de 85 policiais responsáveis pela manutenção da segurança e da ordem de outros 3 municípios: Paranhos, Sapucaia e Tacuru.

A polícia e os bombeiros militares constituem a segunda maior categoria entre os funcionários públicos estaduais com mais de 6 mil servidores, que reclamam que num período de 06 anos não receberam um aumento salarial equiparado à correção inflacionária de cada ano.

Ainda segundo Edimar, essa decisão de optar pela “tolerância zero”, tomada pelos policiais enquanto aguardam uma nova proposta salarial para a categoria será mantida até o final deste mês. Caso não haja novidades no sentido do atendimentos às suas reivindicações, uma nova assembléia será realizada para definir se os policiais irão ou não entrar em greve geral.

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