Gazeta de Amambaí


Quinta-Feira, 07 de Dezembro de 2017 às 11:02

10 direcionamentos para levar a indústria de MS do presente para o futuro

Em 20 anos, como você imagina a indústria de Mato Grosso do Sul? O painel “MS - Indústria para o Futuro”, resultado do projeto “Diálogos de Inovação”, idealizado por Fiems e Senai, dará a direção: um ambiente inovador, com espaço para compartilhamento do conhecimento tecnológico e que, por meio de uma atuação conjunta das empresas com o poder público, dissemina dados e informações sobre as indústrias, cria novos modelos de negócios e produtos, e alavanca processos produtivos. 

Abaixo, você confere os 10 direcionamentos que especialistas em diferentes áreas (Parcerias Público Privadas, Cidades Inteligentes, Internet das Coisas, Nanotecnologia, Educação, Comportamento Coletivo e Desenvolvimento Local e as Indústrias), em conjunto com empresários locais e a equipe do Senai, propuseram para elevar a indústria de Mato Grosso do Sul à vanguarda do setor. As discussões foram promovidas ao longo de sete encontros do “Diálogos de Inovação”, que tiveram início em setembro e, agora, se transformam no painel Indústria para o Futuro. 

1 - Consolidar espaços para o aprendizado prático e compartilhamento do conhecimento tecnológico

As discussões dos sete encontros demonstraram a necessidade de promover a integração de instituições de ensino, indústrias e alunos em espaços colaborativos destinados à inovação tecnológica, além da criação de redes de inteligência coletiva para aceleração tecnológica e facilitação da interação de estudantes com situações reais vivenciadas pelas indústrias. “Com tantas ferramentas online disponíveis hoje, as redes sociais, é necessário repensar o modelo de aprendizagem, de forma a tornar atrativa a sala de aula. É necessária uma maior contextualização, conseguir mostrar a real aplicabilidade dos conteúdos ensinados. O aluno quer saber como o que é ensinado vai mudar a vida dele”, comenta a doutora em Engenharia Pedagógica pela Universidade de Columbia, Cristiana Mattos Assumpção, que falou sobre “Educação” durante o “Diálogos”. 

2 - Estimular a aplicação de tecnologias pelos jovens para fins produtivos

É necessário potencializar a capacidade criativa dos jovens para fins profissionais utilizando seus conhecimentos sobre tecnologia e, ainda, ampliar o capital intelectual das indústrias pela utilização das experiências tecnológicas de seus colaboradores. Outro ponto é a capacidade de relacionamento das pessoas, estabelecendo um ponto de equilíbrio com o aumento do uso das tecnologias, sempre com base na etiqueta e ética digitais. “Fala-se muito em inclusão digital, mas pouco em educação digital. É preciso, então, uma mudança de cultura. O momento é muito rico, porque usamos a tecnologia para novas descobertas e soluções inovadoras”, pontua a especialista em Inovação e Neurociência para Liderança, Martha Gabriel, cuja palestra foi sobre Comportamento Coletivo.

3 - Identificar as PPPs (Parcerias Público Privadas) como oportunas para o desenvolvimento tecnológico em MS

O caminho apontado vai no sentido de acelerar a pavimentação digital utilizando-se das PPPs a partir de iniciativas nas áreas da Educação e Infraestrutura, e criação de um ambiente de discussões sobre a maior participação privada como investidora de iniciativas, em parceria com o poder público, que melhorem os índices de produtividade da indústria. Para tanto, é necessário garantir a segurança jurídica das PPPs. “A iniciativa privada tem muito a contribuir, em razão de uma rapidez muitas vezes estranhas ao poder público. O grande desafio é fazer com que esses contratos, que duram pelo menos 35 anos, consigam superar turbulências políticas”, afirma a doutora em Direito Administrativo Cristiana Fortini, que tratou das PPPs como alternativas ao atual modelo econômico.

4 - Implementar centros de inteligência que identifiquem oportunidades para o mercado de MS

A consolidação e disseminação do conhecimento sobre mercados internacionais com potencial para negócios a médio e longo prazo se faz essencial, assim como a interação de agentes de mercado no meio internacional e priorização de investimentos em infraestrutura logística. “A Fiems e o Senai, enquanto idealizadoras desta discussão, junto com a sociedade civil como um todo, precisam cobrar enfaticamente as demandas por infraestrutura, porque o investimento em logística é o caminho para abertura de novos mercados e crescimento econômico de uma região”, diz o especialista em Desenvolvimento Econômico, Economia Regional e Políticas Públicas, Aristides Monteiro Neto, que falou sobre “Desenvolvimento Local e a Indústria”.

5 - Explorar o ambiente digital como ferramenta de crescimento da inteligência coletiva

É preciso articular a colaboração entre indústrias e demais empresas para gerar processos de inovação aberta, e utilizar as plataformas digitais para alavancar a inteligência coletiva, engajando influenciadores digitais à pauta da inovação tecnológica nas indústrias. “A informatização é o alicerce para mudança da nossa sociedade. Se não houver integração das cidades, pessoas e empresas, não haverá evolução. 38% das exportações do Brasil foram feitas por micro e pequenas empresas, e isso demonstra como, mais do que nunca, elas precisam investir em tecnologia”, apontou Reinaldo Lorenzato, graduado em Engenharia Industrial Mecânica pela Universidade Mackenzie, que falou sobre Internet das Coisas.

6 - Usar a Internet das Coisas nas cidades, indústrias e demais empresas para melhoria dos processos produtivos e logísticos

Integrar as estratégias de negócios das indústrias e demais empresas e cidades ao planejamento de implementação da internet das coisas, incentivando a criação de redes colaborativas para implementação da internet das coisas nas indústrias com a ressalva de que é necessário trabalhar a segurança digital no ambiente industrial para o sigilo e a disponibilidade de informações. “O conceito de ‘centro’ nas cidades não existirá mais, porque tudo estará integrado de forma democrática para ocupação saudável dos espaços urbanos. A saúde da indústria depende da saúde da cidade”, salienta o doutor em Design e Arquitetura pela USP (Universidade de São Paulo), Caio Adorno Vassão, que abordou o tema Cidades Inteligentes.

7 - Disseminar dados e informações sobre as indústrias

Subsidiar os agentes públicos com informações geradas pelos processos produtivos para formação de cidades mais inteligentes, fomentando agendas para inovação tecnológica nas empresas e cidades e incentivando o protagonismo das indústrias nos processos de criação e revisão das regulamentações aplicadas aos processos produtivos. “O processo colaborativo é fundamental nas indústrias, porque é o que pode garantir a sobrevivência e competitividade”, afirma Reinaldo Lorenzato.

8 - Direcionar ações governamentais que aumentem os índices de produtividade de MS

Monitorar a continuidade das estratégias de longo prazo voltadas ao aumento de competitividade das indústrias, formando novos Arranjos Produtivos Locais e estruturando agendas e planejamentos de médio e longo prazo, com foco na inovação tecnológica industrial, que transpassem mudanças na administração pública. “A priori, governantes tendem a enterrar projetos que foram criados pelas administrações, e isso é muito ruim. Por isso a importância de, como comentamos aqui, o comportamento coletivo, para que a sociedade esteja unida no momento de cobrar posturas dos governantes”, ressalta Aristides Neto.

9 - Criar modelos de negócios voltados para produtos e serviços inteligentes

Traçar estratégias coletivas de inovação (setoriais e territoriais) para sustentação das estratégias individuais das indústrias e criar produtos cujo valor agregado ao cliente baseie-se nos serviços associados, alavancando o uso da ciência e tecnologia para desenvolvimento de produtos mais competitivos. “Está mais do que claro que produtos inovadores e que, para tanto, usam bem novas ferramentas, estudos e tecnologias, geram valor agregado e competitividade”, diz o doutor em tecnologia alimentar Miguel Cerqueira, que falou sobre “Nanotecnologia”.

10 - Aproximar a indústria com o estado da arte tecnológico para alavancar os processos produtivos

Ampliar a aplicação de tecnologias em escala nanométrica na produção industrial e utilizar a sensorização para captação de dados que tornem a indústria mais inteligente e avançada, além de disseminar conhecimentos sobre a aplicação da inteligência artificial e da visão computacional. “A nanotecnologia aplicada a criação e fabricação de novos produtos em diferentes áreas da indústria, como têxtil e de alimentos, já é uma realidade”, conclui Cerqueira. 

Fonte: Fiems

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