Gazeta de Amambaí


Quarta-Feira, 30 de Janeiro de 2019 às 18:46

Governo descarta anular concurso para professores da rede estadual

Com 99% de reprovação, candidatos reclamaram da formatação da prova; governo informou que não há problemas com edital

Candidatos reclamaram do tamanho da letra das provas e do tempo para realização (Foto: Guilherme Henri)Candidatos reclamaram do tamanho da letra das provas e do tempo para realização (Foto: Guilherme Henri)

O governo do Estado não cogita anular a prova para professores da rede estadual, alvo de protesto dos candidatos reprovados. Segundo informações apuradas pelo Campo Grande News, a preocupação da administração é como preencher as 927 vagas restantes.

concurso ofertou mil vagas. De total de 14.370 inscritos, 73 passaram. A prova foi aplicada em 16 de dezembro do ano passado. Em Física, por exemplo, ninguém foi aprovado.

A reportagem do Campo Grande News apurou que o governo avalia que não há erros a serem reparados no edital do concurso e que seguirá os trâmites previstos. O candidato poderá interpor recurso até amanhã.

Os candidatos reclamam da formatação da prova, com letras pequenas e folhas soltas, dificultando a compreensão das questões. Além disso, criticam o tempo de prova para número de questões: 80 para 4 horas.

Os reprovados que fizeram protesto em frente à SAD (Secretaria Estadual de Administração e Desburocratização) estão divididos na reivindicação, entre anulação da prova ou redução da nota de corte.

Algumas das críticas podem não ter fundamento, baseado no histórico de outros concursos já realizados no País. A nota de corte, conforme apurado pelo Campo Grande News é fator subjetivo, sendo mais utilizado para que o candidato tenha noção da classificação mínima necessária para alcançar a média prevista na prova. Essa nota tem cálculo que leva em conta o peso de cada matéria e a cidade de escolhida pelo candidato.

A exigência de acerto mínimo de 60% dos pontos estabelecidos para cada matéria também aparece em vários outros concursos sob responsabilidade da Funrio (Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência à Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro), como no concurso para Polícia Militar de Goiás. Outro exemplo é do concurso de procurador da Assembleia Legislativa de Tocantis, em 2016, em que foram eliminados os que obtiveram pontuação inferior a dez no somatório da prova discursiva.

tempo de prova, alvo de crítica geral, está dentro da média de outros concursos realizados pela Funrio.

 

Fonte: Campo Grandenews

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