Gazeta de Amambaí

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Terça-Feira, 04 de Outubro de 2011 às 08:50

Presídio enfrentou novo início de motim nessa segunda em Amambai

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Nem com a Polícia Militar passando do dia dentro do presídio os ânimos não se acalmaram. Quando os policiais deixaram o EPAM os detentos voltaram a formar um início de motim no presídio no final da tarde dessa segunda-feira. (Fotos: Vilson Nascimento)

Vilson Nascimento

O Estabelecimento Penal de Amambai (EPAM) enfrentou um novo início de motim no final da tarde dessa segunda-feira, dia 3 de outubro.

Após o horário de visita, na tarde de domingo (2) os presos já haviam se rebelado e se recusado a voltar para as celas.

O motivo principal teria sido a proibição, por parte da direção o presídio, da entrada de uma mulher que havia vindo do estado do Espírito Santo para visitar o marido preso por tráfico de drogas.

A proibição, segundo agentes penitenciários, foi porque a mulher, que pela primeira vez vinha visitar o marido em Amambai, não tinha a ficha regular de visitantes junto ao Estabelecimento Penal.

Os presos, que por alguns instantes chegaram a tomar conta do presídio, só aceitaram voltar para as celas depois de conversa com policiais militares, mas o clima permaneceu extremamente tenso dentro do presídio que é de segurança mínima, tem capacidade para abrigar 67 detentos, mas atualmente tem mais de 200 presos recolhidos.

O novo motim

Por conta o início de motim ocorrido no domingo, nessa segunda-feira a Polícia Militar passou o dia no interior do presídio fazendo vistorias nas celas.

Na ocasião foram apreendidos celulares, vários chips de celulares e até pequenas porções de drogas.

A ameaça de motim também trouxe para o presídio nessa segunda-feira, membros da comissão dos direitos humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e membros do alto escalão da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul), mas nem isso serviu para acalmar os ânimos.

No final da tarde os detentos voltaram a se amotinar, quebrando lâmpadas das celas e causando algazarra.

Seis dos vinte presos que estariam encabeçando os atos de rebeldias, foram transferidos imediatamente para presídios de segurança máxima do Estado.

Apesar das transferências, o clima continua tenso dentro do Estabelecimento Penal. Os detentos fazem reivindicações por conta da superlotação e condições humanas do prédio, entre outras.

Encravado no centro comercial da cidade, o Estabelecimento Penal de Amambai tem estrutura física frágil e representa iminente risco para a sociedade, já que o presídio abrira, em sua maioria, detentos oriundos de outros municípios de Mato Grosso do Sul e inclusive de outros estados do país e uma fuga em massa faria com que esses presos não medissem conseqüência para fugir da cidade.

Fonte: A Gazeta News

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