Gazeta de Amambaí


Terça-Feira, 06 de Março de 2018 às 11:39

Indígenas bloquearam a “Guaira-Porã” em Amambai

Manifestação era contra manutenção, por parte da SESAI, da chamada pública que exclui a participação da Missão Caiuás da saúde indígena. Rodovia foi liberada no final da manhã.

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Indígenas durante manifestação na Rodovia MS-386 nessa terça-feira em Amambai. Manifesto teve a mesma pauta de reivindicação da realizada mês passado, a revogação da chamada pública por parte da SESAI. (Fotos: Vilson Nascimento)

Vilson Nascimento

A comunidade indígena de Mato Grosso do Sul realizou nessa terça-feira, 6 de março, grande manifestação no Estado.

Segundo a coordenação o manifesto, inclusive com bloqueios de rodovias, foi relacionado a questão da saúde nas aldeias.

Em Amambai, segundo os organizadores, indígenas das aldeias do município e da região se reuniram na aldeia Amambai e bloquearam o tráfego de veículos na Rodovia MS-386, trecho da chamada “Guaira-Porã”, que liga as cidades de Amambai a Ponta Porã, toda de grande importância para o escoamento da safra da região.

De acordo com os organizadores, durante o bloqueio da via foram permitidas a passagem somente de ambulâncias e forças de segurança, como viaturas policiais e Corpo de Bombeiros em atendimento a emergência, por exemplo.

A Polícia Militar Rodoviária Estadual (PRE), da base operacional de Amambai manteve equipes do local do bloqueio da rodovia para prevenir incidentes.

Por conta do bloqueio da rodovia estadual no trecho que corta a reserva indígena, uma grande fila de veículos, entre eles carros de passeio, ônibus e principalmente carretas que atuam no transporte de grãos, se formou dos dois lados da via.

A motivação do manifesto

A motivação para o manifesto previsto para esta terça-feira, segundo as lideranças, é a mesma que levou as comunidades indígenas a bloquearem rodovias no início do mês passado, uma chamada pública publicada pela SESAI (Secretaria Especial da Saúde Indígena) no Diário Oficial da União de 11 de janeiro de 2018.

Na chamada a SESAI busca “seleção de entidade beneficente de assistência social na área de saúde com capacidade técnico-administrativa comprovada na prestação de serviços na área de atenção à saúde”.

As especificações contidas na chamada pública, segundo os indígenas, impede a participação, portanto a permanência da Missão Evangélica Caiuás que, segundo os indígenas, por 90 anos atende as comunidades indígenas em várias áreas, inclusive a saúde e há 18 anos gerencia formalmente os recursos repassados pelo governo federal à saúde indígena em Mato Grosso do Sul.

Para as lideranças indígenas e inclusive para o Condisi (Conselho Distrital de Saúde Indígena de Mato Grosso do Sul) a Missão Caiuás presta um bom atendimento e a decisão da SESAI em Brasília, sem consulta às comunidades, soa como uma possível manobra para beneficiar outra, ou outras entidades, excluindo a Missão Caiuás do processo.

Para as comunidades, caso essa decisão da SESAI, que já foi algo de vários pedidos de cancelamento das comunidades indígenas, todos sem resposta por parte do governo federal, permaneça a saúde indígena corre um sério risco de entrar em um período de retrocesso.

Segundo a organização do movimento, dirigentes de Condisi estão em Brasília onde participaram nessa terça-feira (6) de uma reunião para tratar sobre a portaria e o resultado desta reunião é que vai definir sobre o encerramento ou a permanência da manifestação prevista para esta terça no Estado.

Matéria atualizada às 12h24

Fonte: A Gazeta News

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