Gazeta de Amambaí

Terça-Feira, 12 de Junho de 2018 às 18:03

Profissionais que estão há mais de 20 anos Jornal, contam como começaram

André Foralosso(e) no início do seu trabalho no Jornal A Gazeta. Na foto com o diretor e fundador, Clésio Damasceno(d)

Raquel Fernandes

Não tem com falar dos 24 anos do Jornal A Gazeta, sem lembrar-se dos colaboradores que não só ajudaram a construir essa história, como estão até hoje na equipe. Por isso na edição de hoje vamos conhecer um pouquinho do trabalho do jornalista, Vilson Nascimento, e do gerente da Gráfica, André Foralosso.

Funcionário mais antigo, André Foralosso, iniciou os trabalhos na gazeta em 1996, fazendo a entrega de jornais, mexendo nas máquinas da gráfica e ajudando no que era preciso. Com apenas 14 anos, conciliava o trabalho com os estudos. “Meu primo, o Cezar, trabalhava no jornal e me avisou que estava precisando de alguém para trabalhar. Eu fui atrás porque queria ter meu próprio dinheiro, mas achava que seria algo temporário”, comenta.

Nesses 22 anos de jornal A Gazeta, André reuniu muito conhecimento, aprendizado e histórias para contar.  “Eu entregava os jornais de bicicleta no centro da cidade, enquanto o Clésio e o Cezar faziam os bairros. Era mês de agosto, época das ventanias, e arrebentou a cordinha que estava segurando os jornais na bicicleta. Resultado: voaram mais de 200 jornais na rua. Eu fiquei desesperado e preocupado, eu era muito novo e achava que seria mandado embora por isso. Como naquela época não tinha celular, eu voltei para o jornal.”

O interessante dessa história é que logo após o André ter deixado a rua em que perdeu os jornais, Clésio (Fundador e diretor da Gazeta) e Cezar passaram pelo local e pensaram que havia acontecido algum acidente com um entregador. “Quando o Clésio viu que os jornais esparramados pelo chão eram da Gazeta, ficou desesperado, achando que eu tinha sofrido um acidente. Me procurou por vários lugares; quando nos encontramos no jornal, ele estava muito preocupado e ficou aliviado por não ter acontecido nada comigo”, conta.

Essa história é sempre relembrada com muito bom humor entre a equipe.

 Dedicação exclusiva

Quem conhece o jornalista Vilson Nascimento, de 46 anos, sabe que hoje é difícil separar a sua história de vida, do jornalismo. Com sua agilidade e percepção jornalística aguçada, Vilson não só escreve para o impresso, como garante que os fatos sejam colocados rapidamente no site a Gazeta News. Trabalhando com dinamismo, o jornalista não se vê longe das correrias.

“Eu não consigo me desprender do jornalismo. Eu acabo envolvido o dia todo com alguma coisa. Às vezes eu até decido que vou dar uma descansada, mas ai chega uma nota de imprensa policial e o site não pode ficar para trás. O meio eletrônico sobrecarregou mais e a informação tem que ser mais rápida.”, conta.

Nascido em Tamboara, no Paraná, Vilson passou a infância morando em fazendas. Veio com a família para Amambai quando tinha 17 anos. O pai se mudou para o Mato Grosso, onde Vilson morou 6 meses, mas foi necessário retornar, pois já havia se alistado para servir o Exército em Amambai.  Durante o tempo que esteve no quartel passou a praticar atletismo.

Após sair do quartel, em 1991, ele voltaria a morar com o pai no Mato Grosso. Mas o destino traçou outro caminho a ele. Seu pai faleceu um pouco antes do tempo de Vilson deixar o exército, o que fez com ele ficasse até 1995, no quartel. Até então, nunca havia pensado em ser jornalista, mas a oportunidade foi chegando em sua vida.

“Depois que deixei o exército, fui convidado pela diretora de esporte na época, a Cássia Meira, a trabalhar com atletismo na prefeitura e lá comecei a conhecer mais pessoas, fazer mais contatos. Em 1996, o Clésio me convidou para fazer uma coluna de esporte e eu aceitei.” Passado algum tempo, o diretor do grupo a gazeta, fez um novo convite: o de escrever as matérias policiais. “Eu sempre fui de não rejeitar desafios e quando ele me chamou para escrever a parte policial, pensei ‘isso aqui é difícil, mas vamos ver o que dá’ e fui gostando de fazer. Em 1998 entrei efetivamente no jornal e estou até hoje”, relembra.

Nesse tempo de carreira, assim como o André, Vilson também carrega uma bagagem de experiências profissionais. Para a expansão do Jornal para a região, o trabalho realizado pelo jornalista contribuiu muito.

“Naquela época eu escrevia tudo a mão e passava para a digitadora. Eu também ajudava a intercalar, dobrar e distribuir o jornal. Quando a gazeta entrou em Cel. Sapucaia, eu arrumava carona para ir levar o jornal. Como eu era atleta, eu fazia as entregas à pé em Coronel Sapucaia e no tempo que me restava, eu vendia assinatura aos moradores.” Conta o jornalista com orgulho.

Com o passar do tempo, Vilson passou a viajar de moto para a região, e hoje tem muitas histórias para contar de chuvas, frio e até de medo vivido nas estradas.

Vilson e André possuem uma relação de parceria, como eles mesmos definem, com o diretor e fundador da Gazeta, Clésio Damasceno.  “Não é uma simples relação de patrão e empregado, é uma parceria. Cada um dedicado com a sua função”, explica Vilson.

Esse vínculo de anos de serviços prestados fez com que estes colaboradores mais antigos criassem uma relação de afeto com o Jornal A Gazeta, o que compõem um dos diferencias da empresa jornalística.

Acompanhe na edição impressa da próxima terça-feira, 19, um pouco mais da história do Jornal A Gazeta e conheça a equipe que hoje trabalha na empresa.

Fonte: A Gazeta News
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