Gazeta de Amambaí

Terça-Feira, 15 de Maio de 2018 às 18:15

Acusado de executar policial civil em Tacuru vai a júri nesta sexta

Rapaz já com passagens diversas, assassinou o investigador em reação quando a vítima abordava o acusado.

José Osmar Freitas, o “Veinho”, no ato e logo após a prisão em 2015. Ele é réu confesso do assassinato do investigador Nivaldo José de Almeida, na foto abaixo. (Fotos e vídeo: Divulgação/A Gazetanews)

Vilson Nascimento

Está previsto para ir a júri popular nesta sexta-feira, 18 de maio, perante o Tribunal do Júri em Iguatemi, sede da Comarca, José Osmar Freitas, o “Veinho”.

Veinho é réu confesso de execução sumária, onde teve como vítima o policial civil Nivaldo José de Almeida, crime ocorrido em 28 de junho de 2015 na cidade de Tacuru.

Uma testemunha ocular dos fatos ouvida pela Polícia Civil na época do crime relatou detalhes do fato.

De acordo com o depoimento da testemunha, primeiramente, em um desentendimento de bar, Veinho teria atirado contra um indivíduo de nome “Leandro” que foi atingido em uma das mãos.

O policial José Nivaldo de Almeida, que morava nas imediações, ao se deparar com a situação, tentou prender José Osmar.

De acordo com relato da testemunha o investigador teria gritado por algumas vezes “polícia, policia, para”.

   Veja entrevista com o acusado logo após a prisão em junho de 2015

Nesse instante Veinho teria erguido as mãos. O policial teria dito; “Você está preso” e, segurando sua pistola em uma das mãos, teria tirado a arma do acusado com a outra.

Nesse momento o investigador teria ordenado à José Osmar que se deitasse no chão, foi quando o acusado teria reagido, empurrado o policial e tentado fugir, foi quando José Nivaldo teria passado uma rasteira em Veinho, que acabou caindo ao solo.

Quando o policial deu a ordem para o acusado se deitar de bruços, Veinho teria reagido, avançado em Nivaldo, tomado sua pistola, vindo a efetuar dois disparos contra o agente da lei com sua própria arma.

Ferido com um tiro na altura da barriga e outro possivelmente na perna, o policial se ajoelhou, foi quando Veinho encostou a pistola na cabeça, próximo ao ouvido de José Nivaldo e disse, “isso é para você aprender a não entrar na briga dos outros”, vindo a puxar o gatilho e consolidar a execução sumaria do policial.

De acordo com a testemunha, após executar o investigador, Veinho, que segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS) também responde a processos por furto e violência doméstica, fugiu a pé em direção a uma região de chácara, situada na periferia da cidade.

Preso no dia 14 de julho do mesmo mês de julho após intensa caçada policial em meio a matas da região, José Osmar Freitas, o “Veinho”, na época com 27 anos, confessou o assassinato o policial e contou detalhes da execução.

Hoje ele está preso no presídio de segurança máxima de Naviraí, onde aguarda o julgamento previsto para iniciar às 8h da manhã desta sexta-feira.

Fonte: A Gazeta News
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